Protegendo as nossas exportações
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de junho de 2020
null 
Quando a China, maior parceiro comercial do Brasil, anunciou há algumas semanas a preocupação com uma possível segunda onda da Covid-19, a inquietação também chegou por aqui. O país asiático fechou 2019 sendo o destino de 26 bilhões de dólares de exportações brasileiras.
Enquanto fechava Pequim, reduto dos novos casos de coronavírus, a China manifestava preocupação com as condições sanitárias dos alimentos que vai comprar dos parceiros internacionais.
Os novos casos em Pequim foram relacionados ao maior mercado atacadista de alimentos da Ásia, um dos principais centros de abastecimento de frutas e legumes, além de carne e frutos do mar.
Após o surgimento dos novos casos, mais de 20 bairros foram isolados em Pequim, serviços de transporte suspensos e o reinício das aulas para o ensino médio, adiado. Duzentas mil pessoas foram rastreadas.
Na semana passada havia relatos de que importadores de soja da China estariam pedindo aos exportadores garantias de que a soja enviada está livre de coronavírus.
Em entrevista à FOLHA, o presidente da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), Otamir Cesar Martins, disse que o secretário de Defesa do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) teria recebido uma correspondência da China pedindo que listasse as agroindústrias brasileiras que tenham ou tiveram pessoas contaminadas com o novo coronavírus.
Ele explicou que no Paraná as agroindústrias têm seguido o protocolo estabelecido pelo Hospital Albert Einstein para a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). A cada 15 dias são realizadas reuniões com secretários de Saúde e de Agricultura e empresas que possuem plantas de abate - medidas estabelecidas no protocolo e na portaria 19 do MAPA e do Ministério de Economia e Emprego.
Nesse momento, a preocupação do governo chinês não interferiu na parceria com o Brasil. As exportações estão batendo recordes, justamente porque a China está comprando bastante por medo de retração por conta do coronavírus.
A FOLHA ouviu pesquisadoras da Universidade Estadual de Londrina que tranquilizaram a população sobre a questão da saúde alimentar. Segundo as cientistas, não existe comprovação de que alimentos podem transmitir vírus.
O momento é de sabedoria. É preciso proteger a agroindústria fortalecendo e respeitando os processos sanitários para garantir a qualidade dos nossos produtos e a tranquilidade dos nossos parceiros comerciais.
Obrigado por apoiar a FOLHA!


