Proteção a mais
O número de mulheres vítimas de violência são alarmantes. Segundo o Mapa da Violência (2012), o Brasil ocupa o 7º lugar (entre 84 países) com a maior taxa de morte de mulheres por razões de gênero. Do total de óbitos, 68,8% foram registradas na própria residência da vítima e, em sua maioria, são cometidos por pessoas com quem as mulheres mantém ou mantinham algum tipo de relacionamento.
O assunto é tão preocupante que, em 2013, a Comissão sobre a Situação da Mulher das Organizações das Nações Unidas recomendou aos estados "reforçar a legislação nacional para punir assassinatos violentos de mulheres e meninas em razão do gênero e integrar mecanismos ou políticas específicas para prevenir, investigar e erradicar essas deploráveis formas de violência de gênero".
Se no Brasil a Lei Maria da Penha é considerada um avanço porque responsabiliza esse tipo de violência, também é importante que as vítimas se sintam de fato protegidas pela Justiça. É obrigação do Estado proteger essas pessoas e, em muitos casos, não era o que vinha ocorrendo. Foram inúmeros casos registrados em Londrina e em todo o País de violência contra mulheres que já contavam com medidas protetivas expedidas pela Justiça. Na maioria dos casos, os alvos eram maridos, companheiros ou pessoas com quem elas mantiveram relacionamento. No entanto, é de se lamentar que essas medidas tornavam-se inócuas e não conseguiam proteger de fato quem precisava.
Agora, a partir da implantação da Patrulha Maria da Penha em Londrina essas pessoas ganham uma proteção a mais. Durante as 24 horas, equipes da Guarda Municipal serão os responsáveis por atender vítimas em casos de emergência. Até então, o serviço funcionava apenas em Curitiba. É importante a implantação do serviço até mesmo porque na Capital a ocorrência de crimes diminuiu e a tendência é que o mesmo ocorra aqui.
Além da patrulha, é importante que o Estado também prepare campanhas de conscientização e educação. Depois dos inúmeros avanços conquistados pelas mulheres nas últimas décadas, é importante também que as questões de gênero se igualem e que as mulheres deixem de ser vítimas apenas por serem mulheres.





