Proteção à infância
A proteção à infância e à junvetude deve ser prioridade de toda a sociedade. Nessa semana ato público realizado em Curitiba chamou atenção para o assunto e joga uma luz para a gravidade do problema. Estatísticas apontam que uma criança desaparece a cada 15 minutos no Brasil. São cerca de 50 mil por ano. É um número altíssimo e que, por isso, toda a sociedade não deve medir esforços para reduzí-lo.
Comparativamente ao restante do País, o Paraná está bem estruturado. É um dos quatro Estados que contam com delegacias que tratam exclusivamente da investigação de desaparecimentos. Os outros que oferecem o serviço são: Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Dados do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) da Polícia Civil indicam que foram registrados 254 ocorrências de desaparecimentos de crianças no Paraná. Todos os casos foram solucionados, mas ainda constam desaparecimentos emblemáticos registrados no passado e que continuam sem solução, como o da menina Luana, que desapareceu em Florestópolis há mais de dez anos; de João Rafael Kovalski, de Adrianópolis; e de Stefani Vitória Rochinski, de Palmeira.
À polícia cabe o papel de investigar, mas é importante que os cidadãos estejam conscientes da importância da denúncia. Nenhuma pessoa deve ficar omissa diante de uma situação duvidosa envolvendo menores de idade. Deve-se formalizar denúncias e relatar todos os detalhes.
Entender as causas do problema também é fator relevante para a redução das ocorrências. Além dos sequestros realizados por quadrilhas e que envolvem graves crimes como tráfico de pessoas ou de órgãos, trabalho escravo e pedofilia, há casos também de fuga motivada por maus tratos ou negligência por parte da família. Significa que quem deveria cuidar está desprezando suas crianças e, nesses casos, é preciso uma interferência mais efetiva por parte do Estado. Por isso, é importante que a sociedade cobre mais efetividade das políticas públicas e que seja mais consciente no cuidado com as crianças.





