A violência sexual tem sido discutida em todo o mundo como uma das mais extremas formas de violação aos direitos das crianças e dos adolescentes. É uma prática perversa porque, além de expor esses menores a danos físicos e emocionais, marca a vida dessas pessoas profundamente. Também é
lamentável verificar que o Paraná ocupa as primeiras posições em um ranking que mapeou os pontos mais vulneráveis à exploração sexual infantil em rodovias federais – o Estado fica atrás apenas de Minas Gerais e da Bahia.
Na maioria dos casos são crianças e adolescentes que não tiveram muitas oportunidades na vida, vítimas de violência por parte de familiares ou membros de famílias totalmente desestruturadas. Como uma das poucas formas de sobrevivência, acabam nas ruas e, o pior, não se sentem sequer
explorados. Se a Constituição Federal expressa que todos os brasileiros são iguais, é preciso definir e implantar políticas públicas que reduzam o problema. O País não pode continuar a perder suas crianças e adolescentes para exploradores.
Um dos principais pontos é que esses menores se sintam acolhidos. Não se trata apenas de "fechar" pontos e deixar todos à mercê da própria sorte. É preciso direcionar essas crianças e adolescentes a programas integrados de educação, cultura, esportes e lazer. É preciso dar outras oportunidades a
esse público até mesmo porque, segundo o ranking feito pela Polícia Rodoviária Federal, a maioria dos pontos está em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano. Se o desenvolvimento do País não ocorre de forma igualitária, é preciso pelo menos dar chances iguais às pessoas e até mesmo outras opções de vida.
Reduzir de forma significativa a violência contra crianças e adolescentes deve ser uma luta dos brasileiros. É preciso que todos reflitam sobre o País que queremos construir e deixar para nossos filhos e netos. A população não pode acostumar-se com a presença de crianças e jovens nas ruas, vítimas da prostituição.

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