Prosperar com economia doméstica
É certo que não há mudança de vida sem mudança de atitudes, e adotar um sistema inteligente de economia familiar é sem dúvida uma boa prática. Reportagem publicada neste Jornal mostra, pelo exemplo de um casal e muitos estão fazendo o mesmo que uma bem executada administração das finanças domésticas é receita de sucesso e, mais que isso, traz felicidade. A situação brasileira, de salários ainda baixos e de outras rendas que não são milionárias para a grande maioria, induz as pessoas mais sensatas a adotarem metodologias de bem administrar ganhos e gastos, sem prejuízo de levar uma vida confortável e feliz. A fórmula para a riqueza não depende apenas de quanto a pessoa ganha mas também de quanto economiza. Este o fundamento de cursos, vídeos e livros sobre o tema, hoje bastante difundido e que vai encontrando seguidores, cada vez mais. E a resposta para a razão de uma pessoa que ganha menos que outra conseguir honestamente amealhar patrimônio maior. Adotar um livro-caixa como fez, desde o casamento, um casal citado na reportagem é um bom começo. E seguir alguns princípios de organização, como ensina Gustavo Cerbasi, autor do livro ''Casais Inteligentes Enriquecem Juntos'' e citado no texto jornalístico. A receita é gastar prudentemente, e sempre guardar um pouco, sem ''medir pela largura como fazem os gastadores compulsivos mas pelo comprimento'', ou seja, olhando um pouco para o amanhã. Não saber quanto dinheiro entra e quanto sai é coisa dos descontrolados. E os desligados como diz aquele autor gastam até menos do que ganham mas não sabem exatamente quanto. Só poupam o que sobra, quando sobra, mas isto é um acaso e não uma regra seguida regularmente. E há os financistas, que são rigorosos no controle de renda e gasto e visam adquirir mais pagando menos, certamente por via da pesquisa de mercado, de exigir preço à vista (que não seja o mesmo anunciado do preço a prazo, porque isto é um engodo do comerciante). Economizar é também afrontar os que visam tirar proveito da ingenuidade dos compradores, que se fascinam pelo pouco que pagam nas prestações mas acabam endividando-se por muitos meses e às vezes anos, sem atentar para a duplicação do custo e para os exorbitantes juros embutidos. Práticas de conviver em equilíbrio com a contabilidade doméstica e vale também para os casos individuais e as empresas é um caminho para se alcançar a prosperidade, que não deve significar acúmulo de riqueza mas um inteligente bem-viver. Óbvio que tudo isto não afasta propósitos e comportamentos importantes no processo de trabalhar com honestidade e elaborar produtos e serviços de qualidade. E não abandonar os anseios e as lutas por melhores ganhos, porque o bom trabalho precisa ser convenientemente remunerado.





