Prorrogação do IPI e estímulo à economia
A prorrogação da redução da alíquota do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e caminhões será positiva se, de fato, contribuir para estimular a produção nacional. Para que a medida dê algum resultado é importante que o aumento do consumo (estimulado pela alíquota menor) seja aliado à produção. Empresários do setor demonstram preocupação com o aumento dos estoques das montadoras e com o desaquecimento das vendas nos últimos dois meses. Já a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirma que a iniciativa garante a manutenção dos atuais níveis de produção e, consequentemente do número de empregos.
Há anos a redução da alíquota do IPI vem sendo usada como artifício pelo governo federal para "blindar" o País contra a crise econômica internacional e para manter o mercado interno aquecido. Tem dado certo até porque a partir desta ação o nível de empregos tem sido mantidos, o que incentiva o consumo. Além disso, a indústria automobilística representa 25% da produção industrial nacional e responde por 5% do Produto Interno Bruto e, por isso, é importante evitar o seu desaquecimento.
Desta vez pode haver um impulso maior devido ao Programa Inovar-Auto, lançado no final do ano passado e que tem por objetivo incentivar empresas que produzem veículos, comercializam e também que apresentem projetos de investimento. A expectativa é que o projeto incentive as montadoras a fabricar carros mais econômicos e seguros, além de promover investimentos na cadeia de fornecedores, gerando produção, inovação e emprego.
Essas ações são positivas, mas nunca é demais lembrar que não resolverão o problema a longo prazo. São medidas pontuais. O ideal seria iniciar as discussões em torno da reforma tributária, fator de extrema relevância ao País.





