A (falta de) segurança pública é uma das maiores preocupações e um dos problemas mais desafiadores enfrentados pelos brasileiros. Independentemente de tamanho e do Estado, municípios de todo o País são afetados pela violência. Assim como acontece em outras áreas básicas que a Constituição garante como direitos essenciais, como saúde e educação, a segurança está longe de atingir níveis pelo menos aceitáveis a cidadãos que pagam impostos caros e abusivos.

Recentemente, a Folha de Londrina trouxe reportagem mostrando que nenhum Estado brasileiro está livre, hoje, de confrontos entre facções criminosas. Cenário que fez crescer o número de homicídios no País, segundo a Agência Brasileira de Inteligência. Situação que é bastante crítica, na opinião da Polícia Federal, que percebe uma escalada armamentista entre as facções, destacando que a situação é bem crítica na região amazônica, devido a confrontos entre Comando Vermelho e Família do Norte. Essa disputa por territórios foi um dos fatores que tornou o Acre um dos três Estados mais violentos do País. Onde há disputa por territórios por parte de facções criminosas existe o crescimento do número de homicídios.

A atuação das facções criminosas vem preocupando autoridades da área de segurança pública no Brasil. O crime organizado representa uma séria ameaça à sociedade, principalmente devido ao poder bélico das quadrilhas, que promovem ataques ostensivos, como os praticados a agências bancárias. São assaltos cinematográficos com uso de explosivos e armamento poderoso.

O tema segurança pública voltou a ser destaque na FOLHA do último fim de semana (8 e 9), com o advogado Felippe Angeli, coordenador de advocacy do Instituto Sou da Paz. Advocacy é o termo inglês usado para quem defende interesses públicos. A organização não governamental elaborou aos presidenciáveis uma agenda que divulga soluções concretas para a segurança pública, como a criação de vagas no sistema penitenciário pela inversão da lógica da punição. A ideia é organizar as penas de acordo com a gravidade dos delitos. Entre outras sugestões, está também uma política de controle de armas moderna e eficiente. São contribuições importantes para elevar o debate nessas semanas que antecedem as eleições. A escalada da violência nas cidades brasileiras tem que ser enfrentada com inteligência por dirigentes políticos, que precisam estar mais comprometidos com o bem-estar da população.

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