'Propaganda eleitoral tem que ser respeitosa com o público'
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sábado, 07 de julho de 2012
Redação FolhaWeb 
A partir de julho estão liberadas oficialmente as campanhas para candidatos a vereador e a prefeito. As atenções se voltarão aos comerciais e programas televisivos do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Será a oportunidade para os eleitores conhecerem com mais detalhes a vida e as propostas de cada postulante aos cargos públicos.
O momento é oportuno para discutir a história da propaganda política e para perceber que muitas estratégias de marketing eleitoral são antigas, com origens até na década de 1950.
Estas conexões entre campanhas do passado e do presente estão no documentário ''Arquitetos do Poder'', lançado em 2010 e dirigido pela doutora em Ciência Política da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Alessandra Aldé, em parceria com o cineasta Vicente Ferraz. O filme recupera as campanhas presidenciais de Getúlio Vargas até a reeleição de Lula em 2006 a partir dos depoimentos dos publicitários e marqueteiros que constroem a imagem midiática do candidato.
Alessandra Aldé, que também é pesquisadora do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), chama o documentário que dirigiu de ''resultado audiovisual de uma pesquisa acadêmica'', capaz de mostrar em detalhes a evolução das campanhas por meio dos veículos de comunicação. ''O brasileiro é um consumidor exigente em relação às propagandas políticas porque sabe que a nossa produção televisiva tem boa qualidade'', avalia a professora, em entrevista concedida no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Convidada pelo Mestrado em Comunicação Visual da UEL, a pesquisadora comentou detalhes do documentário e fez conexões entre as eleições presidenciais e as das prefeituras de grandes cidades, como Londrina. ''Na corrida à prefeitura também ocorre: os discursos dos candidatos vão se tornando muito parecidos porque são falas que eles acreditam que o povo quer ouvir'', aponta a pesquisadora.
Leia a entrevista completa com pesquisadora Alessandra Aldé, em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.


