Até bem pouco tempo atrás, delegados e investigadores da Polícia Civil que se envolviam em irregularidades acabavam sendo promovidos. Uns eram transferidos de praças (quase sempre para locais melhores), outros eram premiados com a ascensão funcional. A falta de punição aos infratores, obviamente, acabava refletindo no comportamento da corporação. Daí, o sentimento de superioridade diante das leis que recaem sobre os ‘‘mortais’’.
Com a Lei Complementar 89/01, de julho do ano passado, a Corregedoria Geral da Polícia Civil passou a exercer um papel importante. Conforme mostra reportagem no Folha Cidade, o órgão ‘‘barrou’’ promoções que aconteceriam no quadro de pessoal da Polícia Civil no Paraná.
Os nomes dos membros da corporação passaram pelo crivo de um conselho da Corregedoria formado por nove membros. Só receberão o benefício aqueles que não respondem a sindicâncias nem a procedimentos investigatórios. Ou seja, quem não tem conduta suspeita.
O fim do apadrinhamento das indicações é destacado pelo corregedor-geral da Polícia Civil no Paraná, Adauto Abreu de Oliveira. Ele lembrou situações vergonhosas de um passado recente. ‘‘Anteriormente, até delegado preso chegou a ser promovido’’, disse.
Apesar de faltar muito a ser feito, este já é um pequeno passo rumo à moralidade. Além disso, mostra que a lei, quando cumprida, pode ser eficaz.
Luka Morais

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