Renato, Dênis, Leila e Ana Cláudia. Em comum, esses jovens de Londrina têm as notas acima da média na escola. Mas dificilmente teriam as mesmas oportunidades de fazer cursos de inglês e informática e estudar em escolas particulares, se não participassem da franquia do programa Bom Aluno, mantido em Londrina pela Rodopar, empresa de chumbo e derivados.
Renato Ivan Filho, de 18 anos, está no primeiro ano do curso de Direito da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e enquanto estiver estudando é integrante do programa do qual faz parte há sete anos. ''Acho que não teria chegado onde cheguei. Se não estivesse no projeto provavelmente teria que trabalhar para ajudar em casa e meus pais não teriam dinheiro para bancar o cursinho'', avalia o estudante, que sonha ser juiz ou promotor.
Em Londrina, 17 estudantes fazem parte do programa Bom Aluno. A empresa seleciona estudantes de escolas públicas, com idade entre 10 e 12 anos, com notas maiores que 7 e com 95% de frequência. Além de patrocinar os estudos, a empresa também fornece o material escolar, auxílio alimentação, vale transporte e tratamentos psicológico, odontológico e fonoaudiológico, quando necessário.
Em janeiro, a empresa, que criou o Instituto Bom aluno para que outras empresas da cidade também adotem o programa, deverá selecionar mais cinco integrantes para o projeto. ''São jovens talentosos que não têm condições financeiras. Nossa filosofia é: eles sonham e a gente banca'', afirma Ary Sudam, diretor da Rondopar. C.P.

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