Após o aprofundamento da crise econômica mundial registrado neste ano, análises de especialistas apontam que 2013 será período de recuperação. Apesar do crescimento ainda tímido, essas avaliações são positivas se forem considerados os indicadores registrados nos últimos meses, principalmente na Zona do Euro, que deve encolher neste ano. Projeções indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2013 poderá crescer entre 3,5% e 4%, contra uma estimativa de 1,5% para este ano. Embora ainda baixo, uma vez que o índice é o menor entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, países considerados em desenvolvimento), é um sinal de que o colapso não tende a se agravar.
Para sustentar o crescimento brasileiro, o governo deverá manter os estímulos fiscais, como as reduções e isenções de impostos e tributos sobre produtos e serviços, e continuar os investimentos públicos. A taxa básica de juros (Selic) deve cair pelo menos 1 ponto percentual no próximo ano. Estimativas indicam que a Selic termina o ano em 8,47%, enquanto deve cair para 7,25% em 2013. O índice é importante porque baliza os juros para o consumidor cobrados em financiamentos, crediário, conta corrente e cartão de crédito. Outro ponto positivo é o que aponta para a queda na taxa de desemprego e a manutenção da renda do trabalhador, embora sem signficativos aumentos salariais.
Além da recuperação econômica, é importante que sejam feitos investimentos em infraestrutura logística, que continua extremamente deficitária. As condições inadequadas das rodovias, portos, aeroportos e hidrovias aumentam sobremaneira o custo do frete, além de provocar atraso ou lentidão na entrega de mercadorias e perdas significativas na produção agrícola. O problema não é novo, mas continua apontado como um dos principais gargalos da economia nacional. É importante que o crescimento ocorra de forma sustentável e com obras que, de fato, gerem impactos positivos ao País.

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