Projeção é de 30% de inflação na Argentina
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de janeiro de 2002
Agência Folhaq 
Buenos Aires - Após três anos de deflação, a Argentina deverá enfrentar uma alta de preços de até 30% em 2002, segundo cinco institutos de economia do país. Mas se a escalada do dólar persistir e o governo de Eduardo Duhalde não resistir à tentação de emitir moeda para cobrir seu déficit, o resultado pode ser um retorno de um trauma nacional: a hiperinflação.
Oficialmente, o governo argentino estima que a inflação neste ano será de 8%. É o número que servirá de base para o Orçamento. Só que nenhum economista privado sério no país acredita nesse índice. Oscar Libermann, da Fundação Mercado, argumenta que começam a se confirmar as previsões de que o dólar ficará muito acima dos 2 pesos por dólar - em suas contas, poderá atingir 2,50 pesos.
O efeito é a transferência quase imediata para os preços - parte considerável de insumos e produtos acabados no país tem algum componente importado. Os cálculos de sua fundação são, neste momento, os mais pessimistas. Nos próximos três meses, a inflação somaria 30% e, no resto do ano, em um panorama melhor, a média mensal recuaria para 5%.


