Programas sociais e desenvolvimento
Os benefícios à população e à própria economia proporcionados pelos programas públicos de distribuição de renda não podem ser ignorados ou minimizados. Em dez anos, os projetos conseguiram melhorar a qualidade de vida da população historicamente excluída. Atualmente, cerca de 13,8 milhões de brasileiros, moradores de todos os municípios do País, são beneficiados e recebem juntos cerca de R$ 2,1 bilhões.
Se o programa garantiu alguma dignidade às famílias e tem cumprido a sua função, também já é passado o momento de se investir em outras políticas.
É preciso garantir autonomia a esses brasileiros e, esse fator, indiscutivelmente falta aos programas. Tanto que indicadores sociais, medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontam para a estagnação de dados importantes, como o analfabetismo e as desigualdades sociais. Além disso, nos últimos anos o País tem enfrentado um "apagão de mão de obra", tanto de profissionais qualificados como operacionais, o que claramente reflete na falta de políticas mais amplas.
É preciso quebrar o "ciclo da dependência", que tem passado por várias gerações. Essas pessoas têm que ser despertadas pelo desejo de evolução, de ter uma vida realmente digna. Até porque, outros programas públicos de qualificação profissional implantados, têm apresentado poucos resultados. Isto também é inegável afirmar.
Famílias que se encontram em situações de extrema vulnerabilidade têm que ser resgatadas, mas é preciso ampará-las também por meio de um bom sistema educacional e com uma estrutura de saúde. Ao garantir cuidados às crianças, os pais podem buscar condições melhores.
Um País desenvolvido de fato não se constrói apenas com indicadores econômicos (que são muito importantes), mas com um bom Índice de Desenvolvimento Humano, alto nível educacional da população e estruturas de saúde, lazer e esporte. E, nesses quesitos, é preciso avançar e muito.





