Programa é esperança de moralização do benefício
A avaliação do desempenho do professor em regime de dedicação exclusiva surge como uma esperança de moralização na UEM.
Através de um programa criado especificamente para armazenar informações sobre ele, a universidade espera forçar, e até melhorar, o nível de produção acadêmica.
Segundo o assessor de planejamento da UEM Neio Lúcio Peres Gualda, os relatórios de 98 e 99 elaborados pelos professores já foram arquivados.
Com base na avaliação vinculada a critérios pré-estabelecidos pelo Conselho de Administração (CAD), o beneficiário pode manter ou perder a gratificação.
Atualmente, todos os professores contratados em regime de dedicação exclusiva nas IES são obrigados a prestar conta de suas atividades anualmente aos chefes de departamento. Da mesma forma têm que se justificar formalmente quando pleiteam a continuidade do benefício.
O programa que levou dois anos para ser desenvolvido ficou pronto ano passado. A expectativa é que o balanço do exercício 2000 seja concluído até abril do ano que vem. A próxima fase é avaliar também os técnicos administrativos incluídos nesse regime.
Para Gualda, essa será uma forma de motivar o funcionário público, evitar o comodismo e possibilitar o avanço na carreira. O funcionário que antes era promovido a cada dois anos de trabalho diminuirá a espera pela metade. Se obtiver um bom resultado na avaliação do desempenho poderá melhorar o salário ano a ano.
Fiscalização A Copertide (Comissão Permanente de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva) seria o único órgão responsável pela fiscalização do TIDE, mas na Universidade Eestadual de Londrina (UEL) ela não existe e na UEM é meio esquecida.
Nas resoluções do TIDE, em ambas as universidades é obrigação dos diretores de centro e chefes de departamento o acompanhamento e a fiscalização sobre as atividades relacionadas a esse regime de trabalho.
Em Maringá, o Ministério Público já ouviu alguns chefes de departamento, cuja maioria alega não ver o desrespeito à exclusividade como uma falta grave.
João Alencar Pamphili, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sintemar), diz que não vai bancar o policial nessa história, posição que é compartilhada pelos presidentes da Associação dos Docentes da UEM (Aduem), Angelo Priori, e da Associação dos Docentes da UEL (Aduel), Alcides Vergara. Para eles, o dever de fiscalizar o cumprimento das normas que regulam o TIDE é da administração das universidades.





