Programa de Londrina ganha destaque
Em 2003, Londrina deverá se tornar um pólo aglutinador regional na formação de professores que vão cooperar para a erradicação do analfabetismo no Brasil. A previsão foi feita em Brasília, na semana passada, pela deputada federal (PT RS) Esther Grossi, idealizadora do Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação (Geempa), do qual a cidade, por intermédio da Secretaria Municipal de Educação, participa. De acordo com cálculos da deputada, se o método ''geempiano'' fosse adotado em todo o país, integrando-se aos demais programas de combate ao analfabetismo, o governo Lula conseguiria solucionar o problema, que afeta cerca de 19 milhões de brasileiros, a um custo médio de R$ 250,00 por aluno. Esse custo incluiria a remuneração do professor (R$ 100,00 por aluno alfabetizado), a bolsa-escola do aluno (R$ 100,00 ao final do curso), além de treinamento dos educadores e merenda.
O método ''geempiano'', adotado em Londrina desde 2001, só ganhou fôlego a partir de 2002, com a adesão de 24 escolas da rede de ensino municipal, passando a envolver cerca de 100 professores e 1.700 alunos, entre crianças, jovens e adultos. Desse total, como informa Maria Inês Galvão de Melo, Gerente de Apoio Técnico Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação, 250 são adultos, com idade variando de 35 a 70 anos. O método tem despertado grande interesse, segundo Maria Inês, porque é rápido e estimulante, levando em consideração, com base no construtivismo de Piaget, que o professor é apenas um mediador, cabendo ao aluno a construção de sua própria história. Dessa forma, explica, ''o aluno recupera sua auto-estima e se sente motivado, porque percebe que é capaz de aprender''.





