Curitiba - O Grupo Dignidade, que trabalha com excluídos da sociedade como homossexuais e prostitutas, mantém um programa chamado Casa Vida, de orientação às mulheres que vivem da venda do sexo. No ano passado, foram atendidas 600 mulheres em Curitiba, com idades entre 18 e 27 anos.
A assistente social Luciane Machado, coordenadora do programa, trabalha principalmente com a prostituição na periferia de Curitiba. São bairros considerados pobres, como Pinheirinho, Sítio Cercado e Boqueirão. Nesses locais, as mulheres cobram por programa entre R$ 15 e R$ 60. ''São mulheres mais carentes, com uma história de vida mais complicada e baixo índice de escolaridade'', explicou.
Das prostitutas que são atendidas pelo programa, apenas 1% cursa ou terminou uma faculdade. Mais de 90% não terminaram o ensino fundamental (antigo 1º grau). ''São populações mais vulneráveis a problemas de saúde e trasmissão de Aids. No entanto, depois que iniciamos nosso trabalho constatamos que apenas 2% das profissionais do sexo deixam de usar preservativos com parceiro fixo. No entanto, elas usam sempre preservativo quando estão com clientes'', destacou a assistente social.
As prostitutas da região sul de Curitiba têm afazeres domésticos durante o dia e trabalham, geralmente, como prostitutas à noite.

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