Há 2.600 anos, aproximadamente, o profeta Jeremias previu a queda do ditador Saddam Hussein. O profeta havia escrito que uma nação do norte deveria avançar sobre a cidade. (Jer. 50:3)
O mundo ficou preocupado com o poder bélico da poderosa nação da América do Norte que ao tomar Bagdá num tempo recorde, consolidou sua absoluta supremacia.
A descrição do profeta a partir do versículo 14 do capítulo 51, do livro de Jeremias, diz assim: ''Numerosos homens lançarão gritos triunfantes sobre a cidade; hastearão bandeiras sobre os muros de Babilônia e o artífice se envergonhará do ídolo que modelou''. (Estátuas de Saddam)
A antiga Babilônia foi uma cidade construída ao sul às margens do rio Eufrates; Bagdá, ao norte às margens do rio Tigre. As cidades da Mesopotâmia se projetavam em convergências. Por isso, é provável que alguns dos palácios de Saddam Hussein foram construídos onde, em outros tempos, floresciam os jardins suspensos de Babilônia.
As coincidências dos fatos com o texto profético chegam a ser impressionantes. O versículo 25 do capítulo 50 do livro de Jeremias, diz assim: ''Contra ti lanço um destruidor, que fará de Babilônia (hoje Bagdá) uma montanha em chamas''. Coincidentemente, a manchete da Folha de Londrina, do dia 23 de março último, dizia: ''Dilúvio de fogo caiu sobre Bagdá'' e a foto daquela manchete mostrava a capital iraquiana em chamas, tal como escreveu o profeta.
A invasão foi arrasadora. Em poucos dias as casas palacianas do ditador e o poder militar do Iraque foram destruídos. As estátuas de Saddam Hussesin rolavam pelas ruas e o poder político do ditador rapidamente sucumbiu. A sinistra previsão diz que a cidade cobriu-se de confusão, seu governo foi destroçado, seus ídolos (estátuas) abatidos e a cidade, de repente, tomada.
Na verdade, as profecias apontam para Babilônia, cidade antiga, destruída em 539 aC. Apesar disso, as previsões de Jeremias transpõem o tempo e falam de uma futura destruição, talvez, apenas do poder político, porque diz respeito a um povo oprimido. Nas previsões dos versículos nono e décimos do capítulo 50 do livro de Jeremias fala-se de uma congregação de nações do norte a invadir a cidade o que se identifica com a coalizão anglo-americana, nessa invasão do Iraque. O profeta também previu o saque em Bagdá, o que, de fato, aconteceu.
As coincidências se afloram entre os últimos acontecimentos em Bagdá, com as previsões do último versículo do capítulo 50, que diz: ''O estrondo da tomada de Babilônia (Bagdá) estremeceu a terra e os gritos se ouviram entre as nações''.
NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA é professor em Londrina

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