Produtores cobram providências
No início da semana passada, o agricultor Adão de Pauli ainda não havia esquecido o aborrecimento do encalhe do caminhão carregado de milho, no dia 16, na Estrada Guaritá, no distrito londrinese de Irerê. O destino da última carga de 12 toneladas era a Cooperativa Agropecuária Vale do Tibagi (Valcoop), em Londrina. Mas a estrada ruim e a chuva interromperam o plano do agricultor de encerrar mais cedo o trabalho. Ele lembra que o caminhão atolou no barro por volta das 15 horas. Só duas horas depois, quando a chuva havia parado, é que foi possível rebocar o veículo com um trator até o asfalto que fica a cerca de 200 metros do local do incidente. Um pouco mais longe, a propriedade de Pauli, a Fazenda Guaritá, está a apenas 500 metros da estrada Irerê-Paiquerê.
À primeira vista, os leitos das estradas parecem estar em bom estado mas Pauli, que também é engenheiro civil, garante que por aqui, quando chove ninguém entra ou sai. Ele reclama do descaso da prefeitura de Londrina, porque as providências que estão sendo pedidas há mais de um ano são simples e baratas.É preciso fazer a readequação da estrada, a fim de evitar que o leito fique exposto à ação da chuva, que carrega pedras e terra para as partes baixas, impedindo o escoamento da safra no período das chuvas, afirma.
Pauli diz que os produtores rurais estão dispostos a doar o moledo a pedra utilizada para dar consistência ao leito da estrada para que o município realize o serviço.
Enquanto mostrava sinais que comprovam as dificuldades de tráfego na região, como as marcas de roda onde um caminhão ficou encalhado, Pauli diz que ao longo da estrada devem ter entre 12 e 13 propriedades responsáveis pela produção de 4,8 mil toneladas de grãos, entre milho e soja. Para transportar esse volume é preciso dar 400 viagens em caminhões com capacidade para 12 toneladas. Pauli já colheu as 270 toneladas de milho em 36,3 hectares e inicia no próximo mês a colheita dos 217,8 hectares de soja, que deverão render 675 toneladas do grão.





