A (baixa) produtividade dos trabalhadores brasileiros volta à pauta da agenda econômica como um dos gargalos que estariam impedindo o crescimento do Brasil. A lógica é simples: no passado, as empresas conseguiram aumentar a produção a partir da contratação de mais trabalhadores; no entanto, agora, com o baixo índice de desemprego, que tornou a mão de obra escassa, o ganho tem que vir da produtividade. Como conseguir esse salto com a pouca qualificação do pessoal e com um parque fabril desatualizado?
A resposta também é velha conhecida dos brasileiros: melhorar a qualidade da educação em todos os níveis, reduzir a burocracia da máquina pública, além de promover investimentos em infraestrutura. Se a equipe econômica do governo federal nem entendeu o "problema", como afirmou o economista Alexandre Schwartsman, em entrevista à FOLHA, talvez seja o momento de a sociedade passar a interferir mais fortemente nessa questão.
Exigir a melhoria da educação é fator urgente. Encontrar grande contingente de universitários analfabetos funcionais é inadmissível em qualquer País. Apesar disso, parece não haver movimentações para melhorar esse cenário, mesmo com a realização anual de provas de conhecimento entre estudantes. Uma das apostas de países que obtiveram salto na produtividade foi a valorização do ensino técnico e sua integração ao modelo de ensino tradicional. Desta forma, houve uma sincronia maior entre a formação dos trabalhadores e as necessidades do mercado. Além disso, é importante que a iniciativa também parta dos empresários. As empresas devem investir na formação de seus colaboradores até para direcionar o conhecimento do pessoal para suas necessidades específicas.
O Brasil precisa se espelhar em modelos que deram certo até como forma de "acelerar" esse processo. Direcionar investimentos para a educação e garantir sua aplicabilidade são iniciativas urgentes que devem ser cobradas pela sociedade.

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