Em um cenário cada vez mais competitivo, há necessidade premente do aumento da produtividade das culturas, mas com uma baixa relação custo/benefício, assegurando a lucratividade necessária aos empreendimentos rurais e possibilitando a inserção do Brasil no mercado internacional. Contudo, esse crescimento deve ser, acima de tudo, sustentável e atento à preservação do ambiente. Nesse contexto, o 28º Congresso Brasileiro de Ciência do Solo terá como tema a Ciência do Solo: Fator de Produtividade Competitiva com Sustentabilidade.
O evento é uma promoção da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo que, há 56 anos realiza congressos bianuais para discutir os principais avanços obtidos na área. Para a organização do congresso foi realizado um consórcio entre quatro instituições: a Embrapa Soja, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM), prolongando os laços que estão cada vez mais fortes entre essas instituições, no desenvolvimento de pesquisas e atividades de ensino na região de Londrina. É uma atitude inovadora, pois o mundo moderno exige ações multiinstitucionais, unindo esforços para atingir rapidamente os objetivos necessários.
Durante essa semana, Londrina estará sediando esse evento, que reunirá pesquisadores, professores, alunos de graduação e pós-graduação e agricultores de ponta, interessados em debater diversos tópicos da Ciência do Solo. O congresso já bateu todos os recordes dos eventos realizados anteriormente. Já contabilizamos mais de 1,5 mil pré-inscrições e serão apresentados 1.196 trabalhos. Foram convidados, para proferir palestras, participar de mesas-redondas e ministrar minicursos, 164 convidados do mais alto nível, do Brasil e do exterior.
A programação científica está dividida em nove grandes temas, que tratarão da física, da química e mineralogia; biologia; fertilidade do solo e nutrição de plantas; gênese, morfologia e classificação do solo; manejo e conservação do solo e da água; ensino da ciência do solo; fertilizantes e corretivos; poluição do solo e qualidade ambiental.
O Paraná é, hoje, referência nacional e internacional em diversas linhas de pesquisa em ciência do solo. O plantio direto, que hoje predomina em nossas paisagens, a rotação de culturas, os avanços na área de microbiologia do solo, permitindo que microrganismos específicos forneçam nutrientes às plantas, e uma série de outras linhas de pesquisa confirmam essa condição. Com esse, Londrina reafirma sua vocação para a realização de eventos técnico-científicos. Certamente serão encontradas soluções e serão redigidos documentos que poderão guiar programas futuros de gestão do solo e da água em nosso Estado e em nosso País.
Estaremos por uma semana debatendo as melhores estratégias para conservar o nosso bem maior, que é o solo. Solo do qual tiramos os nossos alimentos, solo que é a vida. E que, se malcuidado, resulta na fome, na miséria, na desertificação.
Com um programa tão amplo e bem estruturado, esperamos que os congressistas, vindos desde a Amazônia até o Rio Grande do Sul, desfrutem e levem da nossa região o que temos de melhor, que é a força de uma comunidade jovem, dinâmica, pluralista e produtiva.
- MARIANGELA HUNGRIA é presidente da Comissão Organizadora do 28º Congresso Brasileiro de Ciência do Solo e pesquisadora da Embrapa Soja

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