O desempenho industrial medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela indícios de que a economia pode ter iniciado recuperação. Conforme relatório do IBGE ''a evolução do índice de média móvel trimestral para o total nacional mostrou variação positiva de 0,6% encerrada em outubro frente a setembro''. Além disso, o percentual mantém a trajetória ascendente iniciada em julho. O resultado paranaense foi crescimento de 2,2% em relação ao mês passado.
O índice registrado ainda é baixo porque não recupera perdas na produção industrial do ano passado. Ainda há reflexos da queda das exportações, provocada pela crise econômica europeia e pela lenta recuperação das economias norte-americana e japonesa. Além disso, o mercado interno ainda tem reagido timidamente aos incentivos tributários concedidos pelo governo federal. No entanto, um outro fator - desta vez externo - também dá sinais de que a crise econômica mundial está arrefecendo.
A produção industrial chinesa cresceu 10,1% em novembro em relação ao mesmo mês do ano passado, a melhor performance desde março. O resultado, dizem analistas, apontam para a retomada do crescimento chinês e apresenta tendência de crescimento para o primeiro trimestre de 2013. A China lidera o crescimento mundial, mas a retomada da produção industrial aponta para o aumento das exportações, o que pode indicar que outros países também ensaiam recuperação.
No âmbito doméstico da produção industrial, os bens de consumo duráveis registraram avanço de 13,6% em outubro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segmentos de bens de consumo semi e não duráveis (2,5%) e de bens intermediários (1,9%) também expandiram, porém a produção de bens de capital apresentou queda significativa (-5,8%), o 14º resultado negativo consecutivo. Apesar disso, em termos gerais a indústria da transformação, utilizou 81% da sua capacidade instalada pela quarta vez consecutiva. Segundo o IBGE, o principal ganho ficou com bens de consumo duráveis (9,2%), impulsionado pela maior fabricação de automóveis e de eletrodomésticos da ''linha branca''.
No entanto, projeções indicam que a produção deve encerrar o ano com queda, mas os índices registrados apontam para uma etapa de recuperação. O comportamento da produção neste último trimestre é que vai apontar se o crescimento é consistente e se indica evolução.

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