Produção de frutas: alternativa para pequenos agricultores
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
Folha de Londrina 
Reportagem da FOLHA publicada nesta terça-feira (20) mostra que há um filão pouco aproveitado pelo agronegócio paranaense: a produção de frutas. O pesquisador do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) Sérgio Carvalho, em entrevista ao jornal, ressaltou que o Paraná tem solo fértil, predominância de pequenas propriedades rurais, regiões mais frias e outras tropicais, além de uma das melhores posições geográficas em relação aos principais mercados consumidores de frutas do País e do Mercosul. Mesmo com todos esses requisitos, na opinião dele, o Estado deixa de explorar esse mercado e que poderia ampliar, e muito, a circulação econômica mesmo nas cidades menores.
Se há potencialidade, como o pesquisador alerta, é preciso descobrir as melhores formas de aproveitá-la. Um dos exemplos citados foi a região de Foz do Iguaçu, que não investe na produção de frutas, mas que consome bastante os produtos, principalmente devido à ampla rede de hotelaria. Foz também tem localização favorável, já que os países do Mercosul importam muitas frutas que cruzam, por vezes, cinco Estados antes de entrar em países que fazem fronteira com o Paraná.
Há regiões em que o potencial é bem aproveitado e impacta positivamente na receita dos municípios. É o caso do Norte Pioneiro, com destaque para as culturas de morango, goiaba, abacaxi, maracujá, uva niágara, pitaia e abacate. São atividades que fazem a diferença em pequenas propriedades e alternativa de aumento de renda para a agricultura familiar.
O grupo das frutas têm um Valor Bruto de Produção de R$ 1,68 bilhão em 2018, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento. Um exemplo é o município de Jabuti, onde o morango gera R$ 40 milhões ao ano. Um valor interessante e que certamente contribui para a cidade com pouco mais de 5 mil habitantes. São números que mostram que vale a pena pesquisar sobre o potencial da produção de frutas em algumas regiões paranaenses. Principalmente, levando em consideração o benefício que poderão trazer para a agricultura familiar, setor que ajuda o País na manutenção do emprego, na distribuição de renda e na garantia de alimentos saudáveis.
Produzir conteúdo que ajude a mudar a realidade do País é compromisso da FOLHA. Obrigado pela preferência!


