Mesmo nas casas que já foram restauradas pela Sanepar, os problemas estruturais recomeçaram. A lavradora Sirlei Strapasson, 38 anos, moradora do Bairro Sapopema, em Colombo, diz que há três anos teve que conviver com rachaduras pelas paredes da casa e com azulejos e calçadas quebradas. A Sanepar esteve no local fazendo uma avaliação técnica. A casa foi completamente restaurada. No entanto, há um ano os problemas começaram a aparecer novamente. ''Está voltando tudo. Cada vez mais'', fala angustiada.
No banheiro, nem mesmo o conserto de toda a parte hidráulica e a recolocação das lajotas evitaram a rachadura da parede. No hall, a parede voltou a abrir. O mesmo aconteceu no depósito de alimentos e na lavanderia. ''Isso só vai acabar quando parar de funcionar a extração da Sanepar. Não adianta arrumar e deixar o problema voltar'', salienta.
A casa da lavradora aposentada Líbera Cavalli Strapasson, 79, sogra de Sirlei, também foi restaurada há três anos. Como a nora, Líbera não tem mais paz. Todo o dia ela observa uma rachadura nova pela casa. As maiores estão na sala e no quarto da viúva. ''Já pensou? Estou vivendo tudo de novo'', diz.

mockup