Problemas na saúde
A superlotação dos hospitais é um problema crônico da saúde em todo País. De difícil solução, frequentemente são noticiados casos de mortes de pacientes por demora ou falta de atendimento e de procedimentos executados erroneamente; do outro lado, também há relatos de instalações prontas, mas fechadas devido à falta de equipamentos e de profissionais, enquanto hospitais em funcionamento registram excesso de pacientes e deficit nas contas.
Reportagem de ontem desta FOLHA, mais uma vez, relata a lotação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para adultos dos três grandes hospitais de Londrina: Hospital Universitário, Santa Casa e Hospital Evangélico. Além disso, a Santa Casa de Cambé suspendeu ontem a entrada de novos pacientes na UTI. Neste caso, o principal problema é a falta de equipamentos que garantam a segurança no atendimento.
A grosso modo o que é possível apontar é o sucateamento geral da saúde como um todo. Epidemia de dengue em 15% dos municípios do Estado, falta de consultas com médicos especialistas e demora na realização de procedimentos, postos de saúde e pronto-atendimento sempre lotados, hospitais sem condições adequadas para receber pacientes, com macas entupindo corredores. Infelizmente, esse é o retrato de todos os Estados, não apenas do Paraná. Para um País que detém uma das mais altas cargas tributárias do mundo, é possível oferecer serviços melhores à sua população. A garantia à saúde está expressa na Constituição, o que é diariamente descumprido.
Também é fato que o problema da saúde, que tem sido agravado anualmente, não será resolvido em pouco tempo. Muito menos gestores que assumiram há pouco a administração pública conseguirão resolver prontamente a situação. No entanto, é preciso empenho. Há condições de, ao menos, melhorar o atendimento, garantir mais médicos e reduzir as filas por cirurgias eletivas e procedimentos. As soluções, embora difíceis, são necessárias e não podem ser mais postergadas.





