Privilégios
Privilégios
Estarrecido fico eu a cada dia em que leio os jornais e constato que nossa sociedade é cada vez mais manipulada pela mídia e cada vez menos usa o bom senso. Estão fazendo um estardalhaço em torno da questão da aposentadoria especial dos magistrados, como se isso fosse uma excrescência. Ora, excrescência é um deputado analfabeto vender seu voto e alugar seu mandato e ser inocentado por seus pares. Excrescência é eleger pessoas como essa para nos representar. Excrescência é se revoltar contra os privilégios dos magistrados e se calar diante dos mesmos privilégios percebidos pelos congressistas, fazendo de conta que uns são mais importantes que os outros. Falam de uma maneira como se o magistrado fosse um vagabundo qualquer, como se não trabalhasse muito para merecer o salário ou aposentadoria que ganha. Eles dedicam quase que toda a sua vida à profissão que exercem, essencial à manutenção do Estado de Direito e à boa convivência em sociedade, sobretudo levando-se em conta a selva de pedra em que vivemos.
Passam 20, 30, 40 anos debruçados sobre livros, preparando-se para exercer uma função em nome do Estado, que não é para qualquer um (e aí está o equívoco de se eleger o princípio da igualdade, em sua forma mais genérica e abstrata, como fundamento principal na defesa de que todos são iguais, inclusive os magistrados). Não pretendo desmerecer qualquer outra profissão, pois reconheço que todas elas têm sua importância, mas comparar a função do magistrado com a de um gari, como se não houvesse diferenças entre elas, já é demais. Onde está o bom senso de nossa sociedade? Por Júpiter, sejamos seres pensantes e justos.
- SÉRGIO VERÍSSIMO DE OLIVEIRA FILHO, Londrina
Tubarão
Sou um dos 2.500 torcedores do Londrina Esporte Clube que existem na cidade. Infelizmente é só o que se pode esperar. O melhor exemplo disso foi domingo. Havia um pouco mais, mas eram pessoas que torcem só de vez em quando, quando há decisão. Mas cadê aqueles outros 6 mil ou 7 mil, que compraram o kit? Esqueçamos deles. Não é alguém que preste e nem vale a pena lembrar. Nunca vão ao campo e quando vão pensam que verão um time de Pelés e Coutinhos, invencíveis e infalíveis, perfeitos só porque pagaram ingresso na vida e acham que têm o direito de atrapalhar. Esses torcedores são bobos que vão na conversa dessa imprensa londrinense fajuta, pseudos profissionais que ficam a semana inteira dando pau nos jogadores do LEC e no dia de jogo cobram a presença da torcida, apenas para fazer média.
Vou a todos os jogos com meu irmão e um amigo. Com certeza aqueles pelegos do microfone não falam a verdade. Não somam nada. Só destroem e os jogadores calam a boca a cada jogo, dando vitória e honrando a querida camisa do Tubarão. Os profissionais são como poucos dos que passaram por aqui. Honram a família e nós. Somos uns dentre os 2.500 torcedores e vamos a todos os jogos. Notaram como se comportou a torcida sem os 6 mil corneteiros que não foram ao campo? É lindo de ver. Os jogadores se matam para nos honrar. Quando falhavam pediam desculpa humildemente e corriam como loucos para consertar o erro e, ao conseguir, aplaudiam a torcida agradecendo. Parecia jogo de irmãos, onde todos que foram ao campo o fizeram para jogar por todos. Um dependia do outro. Um reconhecia a fraqueza e o terror do outro e procurava consertar para que no final todos saíssem sorrindo e felizes. Obrigado, atletas. Vocês nos honraram. Banana para aqueles cronistas medíocres, que só destroem o trabalho de pessoas honestas. Protestamos desligando o rádio. Eles devem ser mandados para Curitiba, onde aprenderão a honrar sua cidade. Nós não existimos para eles. Eles são os heróis...
- LUIZ NEGRO BERGOC, Londrina
Trânsito
O problema do trânsito tem se apresentado como fenômeno complexo, face o volume de fatores envolventes para um diagnóstico preciso, enraizadamente persistente, pela evolução dos dados estatísticos a níveis internacionais e nacional, apontando para um aumento dos índices de acidentes e do desrespeito à legislação, com tendência sempre crescente, não obstante a fiscalização exercida pelos agentes das autoridades, campanhas institucionais e pelo esforço individual e coletivo de pessoas comprometidas em difundir suas experiências amargas a outras para mudança de comportamento no trânsito. Ainda apresenta variações de região para região, pelas características físicas e provocadas, quer na área central de uma cidade, intermediária ou periférica
- Ten. Cel. NELSON CARNIERI, comandante do BPTran, Curitiba
Impunidade
Artigo como este, Assim caminha a impunidade, publicado dia 2, de Álvaro Sólon de França, deveria ter maior destaque, e ser publicado em todo o Brasil, para que o povo brasileiro acorde para esta realidade macabra, tão bem descrita. Esta relação promíscua entre os interesses públicos e o de alguns privilegiados, é uma das variáveis mais importantes, no planejamento macabro, responsável, pelos milhões de indigentes, que nos torna um país realmente miserável, como é classificado tecnicamente pela ONU.
Parabéns pelo artigo. Sugiro e coloco à disposição do articulista as tribunas do Rotary Club de Londrina/Universidade e da ARLM, Areópago Londrina ou ARLS Fidelidade, todas do Grande Oriente do Brasil, para palestra e debates sobre o tema.
- MÁRIO DE ALMEIDA, Londrina
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