Nos últimos meses veiculamos vários artigos na imprensa sobre a privatização do Banestado. Em 9 de junho mencionamos a quem interessava a privatização do Banestado, inclusive informando do cunho social que o banco de fomento sempre ofereceu para o Estado do Paraná.
Citamos ainda os pontos de venda, a estrutura geográfica e a participação do Banestado no mercado financeiro do Paraná, lembrando também que as agências do banco são uma das poucas opções do homem do campo.
Posteriormente, no dia 11 de agosto mencionamos que deveríamos rever a privatização do Banestado, pois o preço estava módico e deveria haver um engajamento da população e das lideranças políticas objetivando salvar nosso patrimônio. Inclusive, na data, citamos a frase: ‘‘Este clamor singular poderá ser ouvido com os ouvidos de alguém em um deserto. Dizendo para ninguém da mesma forma sem ninguém ouvir.’’
Em 23 de agosto dissemos que o Banestado estava muito barato e estava na hora dos senadores que representam nosso Estado, unirem-se independentemente de partidos políticos e governantes. Falamos ainda que entidades sindicais e especialistas da área deveriam se engajar à sociedade, estudando uma saída salutar para garantir as agências do banco e o emprego de muita gente. E lembramos que o Banestado era muito maior e continua sendo em relação às picuinhas políticas.
Nos dias 5 e 6 deste mês afirmamos que o Banestado e o Banespa estavam a um passo da ‘‘doação’’. Como poderia o Banestado valer metade do Banco BoaVista ou 1/3 do Banco Bandeirantes, com toda a estrutura que dispunha? Observamos, a título de resultado, reuniões dos sindicatos que redundaram em greve, reuniões em Câmaras de Vereadores, com toda a sociedade, especialistas e até o presidente da associação do Banestado, Valter Senhorinho, argumentando que o Banestado estava a um passo de ser doado.
No último dia 10, os senadores Alvaro Dias, Roberto Requião e Osmar Dias, atendendo ao apelo da sociedade, ingressaram com uma ação pública, objetivando paralisar e rever a privatização do Banestado.
Sentimos que o clamor singular foi ouvido. E os resultados serão processados nos próximos dias. E esperamos que toda a luta incansável do povo paranaense e funcionários do banco não seja em vão. E que continue nosso único banco de fomento no Paraná em atividade para que, posteriormente, este episódio seja apenas uma lembrança.
- PAULO AFONSO RODRIGUES é contabilista e e assessor financeiro em Londrina

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