Privatização do aeroporto precisa beneficiar Londrina
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quarta-feira, 20 de março de 2019
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Chegou a vez da privatização dos aeroportos do chamado Bloco Sul, onde estão, entre outros, os terminais paranaenses Governador José Richa, de Londrina, Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Bacacheri, em Curitiba, e Cataratas, em Foz do Iguaçu. Esse é o bloco que tem o maior valor máximo de ressarcimento para a empresa que vencer a licitação, de R$ 34 milhões. O leilão será o sexto organizado pelo governo com essa finalidade.
A privatização pode ser o caminho para modernização de muitos destes aeroportos, que hoje convivem com problemas estruturais e de gestão. Em Londrina, sabemos bem como é ter um terminal que é ultrapassado e que carece de investimentos. Assistimos há anos à novela da implantação do ILS, o sistema de pouso ou aterrissagem por instrumentos. Sem ele, os episódios de fechamento do aeroporto por condições climáticas são comuns por aqui.
Se por um lado a privatização nos dá esperança de que melhorias virão, por outro, nos deixa preocupados quanto ao cumprimento das obras prometidas pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), entre elas a instalação do ILS. Conforme disse à FOLHA nesta terça-feira (19), o diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina, Bruno Ubiratan, vai cobrar ativamente estas melhorias prometidas.
É preciso ser presente e enfático neste momento quanto às necessidades do aeroporto de Londrina. Analisar minuciosamente o edital e já buscar alterações em pontos que possam prejudicar a cidade. É um momento em que não se aceita passividade no trato da questão. É preciso ação, agilidade e dureza nas posições, não somente por parte da administração municipal, mas também dos parlamentares da região. O desenvolvimento de Londrina e de todo o Norte do Paraná passa por um aeroporto com estrutura impecável e excelência nos serviços.
O mesmo serve para Foz do Iguaçu, como bem frisou o secretário de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos do município, Gilmar Piolla, à FOLHA. Um dos principais pontos turísticos do País depende demais de um aeroporto equivalente ao seu potencial de crescimento como destino de gente do mundo inteiro.


