Príncipe Charles elogia trabalhos sociais brasileiros
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terça-feira, 05 de março de 2002
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O príncipe herdeiro da Grã-Bretanha, Charles de Windsor, disse ontem que só encontrando, incentivando e desenvolvendo os talentos existentes nas comunidades pobres é possível devenvolvê-las. Ele respondia à pergunta do garoto Vítor Abreu, de 8 anos, um dos 1.500 jovens e adolescentes atendidos pela Casa de Cultura de São João do Meriti, na Baixada Fluminense, que queria saber o que Charles faria para acabar com a pobreza quando fosse rei. Não vou esperar isso acontecer. Há mais de 20 anos acompanho o trabalho das instituições que lutam por isso, respondeu o príncipe.
O segundo dia de visita de Charles ao Brasil começou cedo. Ele chegou a São João do Meriti por volta de 10h30 e foi recebido pela bateria e por passistas da Escola de Samba Intendependente da Praça da Bandeira, formada por adolescentes da Casa de Cultura.
Desde as 7 horas, já havia movimento de seguranças e moradores para receber o herdeiro inglês, que passou uma hora dentro da instituição. Como aconteceu em 1978, ele dançou com três passistas da escola de samba e, desta vez, trocou passes com os meninos que jogam futebol na Casa da Cultura.
Charles elogiou os trabalhos sociais que conheceu no Brasil (na segunda-feira, ele visitou o Espaço Criança Esperança, no complexo Pavão Pavãozinho, em Ipanema). Espero estar vivo para ver os jovens que estão aqui com êxito nas carreiras que escolherem, disse o príncipe. Esse trabalho não seria possível sem pessoas que dedicam sua vida ao desenvolvimento de suas comunidades.
Por volta de 11h30m, Charles saiu da Casa da Cultura aplaudido por moradores de São João do Meriti, um dos municípios mais pobres da Baixada Fluminense, e foi para a Base Aérea do Galeão, onde embarcou para Palmas, capital do Estado de Tocantins. Lá, conheceu projetos ecológicos e sociais que recebem recursos de entidades inglesas. De Palmas, o herdeiro voltou para a Inglaterra.


