O ‘‘Massacre da fronteira’’, como o caso ficou conhecido, teve participação do delegado Sergio Paranhos Fleury, conta o jornalista Percival de Souza, em seu livro Autópsia do Medo (Editora Globo).
Ele descreve que Fleury estava em Assunção, Paraguai, e viajou para Foz do Iguaçu. ‘‘Sabe-se, apenas e tão somente que do grupo de sete, Onofre Pinto foi o último a morrer. Fleury fez apenas dois disparos. Os últimos para evitar a agonia. Restaram apenas as testemunhas oculares, que firmaram o compromisso de evitar que detalhes do episódio fossem conhecidos. Continuam sem dipossição de falar a respeito.’’
Outras testemunhas também foram assassinadas. José Soares dos Santos, em 3 de fevereiro de 1977; Albery Soares dos Santos, em 11 de fevereiro de 1979 e Aramis Ramos Pedroso (o oficial do 34º Batalhão de Foz do Iguaçu), em 1981.
Fleury teve uma morte misteriosa em primeiro de maio de 1979. Segundo boletim de ocorrência, ‘‘o delegado Sergio Paranhos Fleury, desequilibrou-se quando passava de um barco para outro no píer do Iate Clube Ilhabela e caindo nas águas do mar’’. (A.P.)

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