Principais testemunhas do massacre morreram;
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de agosto de 2001
De Foz do Iguaçu 
O Massacre da fronteira, como o caso ficou conhecido, teve participação do delegado Sergio Paranhos Fleury, conta o jornalista Percival de Souza, em seu livro Autópsia do Medo (Editora Globo).
Ele descreve que Fleury estava em Assunção, Paraguai, e viajou para Foz do Iguaçu. Sabe-se, apenas e tão somente que do grupo de sete, Onofre Pinto foi o último a morrer. Fleury fez apenas dois disparos. Os últimos para evitar a agonia. Restaram apenas as testemunhas oculares, que firmaram o compromisso de evitar que detalhes do episódio fossem conhecidos. Continuam sem dipossição de falar a respeito.
Outras testemunhas também foram assassinadas. José Soares dos Santos, em 3 de fevereiro de 1977; Albery Soares dos Santos, em 11 de fevereiro de 1979 e Aramis Ramos Pedroso (o oficial do 34º Batalhão de Foz do Iguaçu), em 1981.
Fleury teve uma morte misteriosa em primeiro de maio de 1979. Segundo boletim de ocorrência, o delegado Sergio Paranhos Fleury, desequilibrou-se quando passava de um barco para outro no píer do Iate Clube Ilhabela e caindo nas águas do mar. (A.P.)


