A primavera de 2025, que começou com tempestades e fortes ventos em Londrina, já vinha se anunciando como uma estação de contrastes bem acentuados no Paraná. Se, por um lado, ela marca o retorno das chuvas após um agosto historicamente seco, por outro, traz consigo a perspectiva de temperaturas acima da média, ondas de calor e períodos de estiagem intercalados por temporais severos. O alerta é do Simepar, que projeta um cenário de instabilidade climática ao longo dos próximos meses.

As chuvas que atingiram Londrina entre a noite de domingo (21) e a manhã de segunda-feira (22) derrubaram pelo menos 15 árvores. De acordo com a Defesa Civil Municipal, as quedas ocorreram no conjunto Avelino Vieira, jardins Leonor, Amaro e Bandeirantes (zona oeste), nos jardins Santa Alice e da Luz, Residencial Veneza, Conjunto Giovani Lunardelli, Aragarça e San Fernando (zona leste) e no conjunto Vivi Xavier (zona norte).

Foram registradas rajadas de vento de 57,6 km/hora. A queda de árvores resultou também em danos na rede elétrica. Dois casos de destelhamento foram atendidos pela prefeitura, no Residencial Vista Bela (zona norte) e no Conjunto Lindoia (zona leste).

O Simepar alertou também que eventos meteorológicos. como esses registrados em Londrina podem ser constantes na estação que começou às 15h19 deste 22 de setembro.

O fenômeno La Niña, mesmo em intensidade fraca, deve influenciar a distribuição das chuvas na região Sul, especialmente na transição entre a primavera e o verão, indicaram os especialistas. A tendência, contudo, é parcialmente compensada pelo aquecimento anômalo do Atlântico Sul, que pode manter os volumes de precipitação próximos da média no Paraná, sobretudo no Leste do Estado.

O interior do Estado, no entanto, deve conviver com chuvas irregulares e abaixo da média histórica, o que reforça a necessidade de vigilância em áreas já afetadas pela estiagem. O Simepar também alerta para episódios de calor intenso para outubro e dezembro.

Além da questão da previsão de eventos climáticos mais acentuados, a primavera traz outra preocupação, dessa vez ligada à saúde pública. O aumento da umidade e da polinização favorece a incidência de alergias respiratórias, que sobrecarregam os serviços de saúde e exigem cuidados preventivos por parte da população. Crianças, idosos e portadores de doenças crônicas estão entre os mais vulneráveis.

Os municípios precisam se preparar para oferecer uma estrutura de atendimento e campanhas educativas, enquanto a população deve adotar medidas simples, mas eficazes, para reduzir riscos: desde cuidados com a saúde até práticas de prevenção a danos provocados por eventos climáticos extremos.

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