Prezado Senhor Gustavo
Fernando José de Souza Botelho
O direito de ir e vir do cidadão é premiado na nossa carta magna inclusive nas estradas e com segurança, porque nós já pagamos por isso, ou melhor dizendo, as estradas tanto Federais como Estaduais Foram pagas com os nossos impostos. Acreditamos que, qualquer cidadão de bom senso não é contrário a cobrança de pedágio ! Desde que hajam alternativas por outras estradas paralelas ou inter-cidades, como acontece em Países desenvolvidos, o que não é o caso do Paraná.
Perante a opinião de Gustavo Daniel Berman, Presidente do SINDUSCON-PR, publicado quarta-feira, 6 , acreditamos que a cobrança de pedágio bi-tributada pode até não alterar os custos de materiais de construção e temos certeza que, V. senhoria já deva ter em mãos a as planilhas de custo, com essa sobre carga.
O Anel de Integração será mantido pelas concessionárias através da cobrança de pedágio, que será cobrado em 26 praças de pedágio, todas com cobrança bi-direcional. A tarifa de pedágio a ser efetivamente cobrada de cada usuário depende do tipo de veículo, do número de eixos e do tipo de rodagem (simples ou duplo). Para veículos de passeio as tarifas de pedágio vão variar de R$ 1,90 a R$ 3,80 por praça de cobrança.
Para caminhões este valor terá que ser multiplicado pelo número de eixos. Para exemplificar o impacto do pedágio sobre o transporte de cereais a granel com base em um caminhão de 5 eixos e que transporta 27 toneladas de carga de Guarapuava com destino ao Porto de Paranaguá, pagará R$ 78,50 ou seja R$ 3,14 por tonelada. A influência do pedágio no custo do transporte de grãos será expressivo.
Caso seja repassado integralmente à tarifa de transporte, o preço do frete aumentará de 11,71% a 25,53% dependendo do trecho percorrido. Portanto para que haja uma compensação e que mais uma vez a população não seja prejudicada, com o aumento dos preços de produtos nas prateleiras de supermercados, lojas de materiais de construção e etc.; já sugerimos ao Sr. Governador do Estado do Paraná, que seja reduzido o ICMS cobrado sobre o frete ou a redução do IPVA.
Achamos a sua matéria bem escrita, mas sem consistência, e não poderíamos esperar outra atitude do senhor visto que é Presidente do Sindicato da Industria Construção Civil no Estado do Paraná, só que o povo não come cimento, areia, tijolo e etc. e não adianta vir com a cantilena que as obras estão gerando emprego, porque os trabalhadores braçais assim que terminarem as obras, vão ficar desempregados e vão pagar a comida mais cara, por causa da sua mal defendida tese.
FERNANDO JOSÉ DE SOUZA BOTELHO, Guarapuava, Secretário Geral do PV no Paraná

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