Dificilmente o governo federal conseguirá equalizar o deficit da Previdência Social. O segmento, embora de importante relevância para todos os brasileiros, tem registrado contas negativas anualmente. Balanço divulgado na terça-feira pelo ministério indica que neste ano o rombo deverá ficar entre R$ 35 bilhões e R$ 39 bilhões (em valores nominais). No ano passado o valor era de R$ 42,7 bilhões. No mês passado o saldo entre arrecadação e pagamento de benefícios fechou negativo em R$ 3,9 bilhões, o que representa aumento de 87,5% em relação a julho e queda de 32,5% ante o mesmo mês de 2010.
Embora ainda negativo, segundo o governo, o desempenho registrado é o menor desde 2002. Um dos fatores que contribuiu para o resultado é o aumento da geração de emprego e, consequentemente, a queda do desemprego. No entanto, com indícios de crise econômica global, o cenário já indica que pode haver uma reversão. Por isso, nunca é demais afirmar que os gastos públicos precisam ser reduzidos. O custo da máquina governamental é excessivo, e já é passada a hora de o governo também fazer a sua parte.
Não é novidade que o custo de todos os programas sociais desenvolvidos pelo governo é arcado pelo Ministério da Previdência. A conta é gigantesca e parece óbvio que a Previdência será sempre deficitária. A receita é gerada apenas com a arrecadação de empresas e trabalhadores e, com certeza, não dá para bancar aposentadorias e pensões, pagamento de benefícios (como seguro desemprego, licença-maternidade, afastamento por doença, entre outros) e as bolsas assistenciais. Por isso, é preciso buscar alternativas para o setor.
A proposta do governo é criar um fundo complementar dos servidores públicos da União. Segundo o ministro Garibaldi Alves, o deficit do funcionalismo da União é de mais de US$ 50 bilhões, referente ao pagamento de aposentadorias e pensões para cerca de 1 milhão de beneficiados. Este é um outro problema, uma vez que o governo também aumentou o quadro funcional nos últimos anos. O ideal é direcionar os gastos governamentais com uma gestão correta dos recursos e do quadro de pessoal. O governo também tem que prezar pela sua eficiência.

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