Há algumas décadas, a sociedade atendia prontamente à convocação das autoridades de saúde para as campanhas de vacinação. Foi essa atitude de nossos pais e avós que permitiram a blindagem de gerações de brasileiros contra uma série de doenças graves. Hoje, a queda na cobertura vacinal no Brasil e em vários países preocupa e ajuda a explicar o retorno de doenças perigosas, como o sarampo.

O Dia D da Campanha de Multivacinação, que acontece em todo o país, no próximo sábado (22), é mais uma oportunidade que os brasileiros têm para recuperar coberturas vacinais, evitar o retorno de doenças controladas e reforçar a responsabilidade coletiva pela proteção da população.

O foco da campanha são crianças e adolescentes menores de 15 anos, mas em Londrina, a Secretaria Municipal de Saúde receberá também jovens, adultos e idosos fora dessa faixa etária para colocar a carteira de vacinação em dia.

A campanha começou no início do mês e segue até 1º de setembro, com a oferta de 20 doses do Calendário Nacional de Vacinação que protegem contra doenças como meningites, tuberculose e cânceres associados à infecção pelo HPV. Pela primeira vez, a ação conta com a vacina pneumocócica 20-valente (pneumo 20), incorporada em junho ao calendário do SUS (Sistema Único de Saúde).

Muitas pessoas deixam de completar esquemas vacinais por esquecimento ou falta de informação e o Dia D facilita ao concentrar atendimento e permitir que profissionais avaliem a carteira de vacinação, uma atitude que deveria ser um hábito periódico das famílias.

Vacinar é uma das formas mais eficientes de prevenir doenças antes que elas se transformem em um problema de saúde pública. O Dia D da Multivacinação reforça justamente essa ideia: não se deve esperar o surgimento de surtos, internações ou casos graves para agir. Ao manter a caderneta em dia, cada cidadão contribui para reduzir a circulação de doenças e proteger principalmente aqueles que estão mais vulneráveis.

A prevenção também representa economia de recursos públicos. Evitar uma doença por meio de uma vacina é, em muitos casos, menos oneroso do que tratar suas complicações em hospitais e unidades de saúde.

A saúde pública deve se antecipar aos problemas, e não apenas reagir a eles. Significa proteger hoje para evitar consequências maiores amanhã.

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