Prevenção contra assaltos a ônibus
Quem viaja quer chegar com saúde e em segurança no destino pretendido. Infelizmente, não foi o que aconteceu com os passageiros de 31 ônibus de turismo assaltados nos primeiros seis meses de 2012 nas estradas federais que cortam o Paraná. O número é bem maior do que as ocorrências - um total de 27 - que chegaram às delegacias em 2011.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não acredita em um aumento do número de casos e atribuiu o crescimento ao fato de que as empresas de transporte, ao contrário do que acontecia anteriormente, estão procurando oficializar as queixas.
Grande parte das ocorrências acontecem nas principais rodovias, como a BR-369 (divisa de São Paulo até Londrina) e também no trecho entre Campo Mourão e Cascavel da BR-277 (que vai de Curitiba, passando por Guarapuava, até Foz do Iguaçu), além da BR-116 (que liga a capital paranaense a São Paulo). Os ladrões concentram atenção nesses locais justamente pela grande quantidade de ônibus de turismo que transitam por ali, levando sacoleiros para compras no Paraguai e em São Paulo.
Tanto as polícias rodoviárias Federal e Estadual (PRE) ressaltam a importância da atitude das vítimas em procurar uma delegacia para relatar o crime e contribuir com um testemunho bem detalhado sobre os métodos usados pelos assaltantes. Segundo as PRE e PRF, a partir dessas informações, as chances de rastrear as quadrilhas e prender os criminosos são bem maiores.
São comuns os relatos de vítimas que já sofreram vários assaltos quando se encaminhavam para os grandes centros de compras. Em muitos casos, elas passam por humilhações, pois têm que tirar a roupa e ficam presas nos bagageiros dos veículos.
Os testemunhos servem para elaborar ações preventivas, como a realizada pela PRE no Norte e Noroeste, na região entre Londrina, Maringá, Engenheiro Beltrão e Campo Mourão. Quando um ônibus de turismo entra pela divisa de São Paulo, por exemplo, uma viatura avisa o próximo posto sobre a passagem do veículo. Os policiais verificam o tempo que levaria para o ônibus chegar até o próximo posto, fazem o monitoramento e ficam atentos para ajudar a evitar ocorrências.
Nas estradas estaduais, a queda no índice de ocorrências foi de 36,8%.
Ações como essa poderiam ser adotadas em outras estradas do Paraná. Trata-se de uma atitude simples e inteligente que não requer contratação imediata de pessoal e nem compra de equipamentos. Porém, mais resultados positivos implicam em investimento por parte dos governos federal e estadual para aumento de efetivo policial. Também cabe às empresas que operam o turismo rodoviário encontrar saídas para o problema, como organizar viagens em combio e buscar novas tecnologias de segurança.





