Presos se rebelam em Rolândia por causa da superlotação
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sábado, 09 de fevereiro de 2002
Emerson Dias Reportagem Local 
Rolândia - Pelo menos 45 dos 65 presos que superlotam as celas da 2ª Delegacia Regional de Rolândia participaram de uma rebelião ontem, destruindo as cinco celas internas do prédio. A única alternativa, apontada por delegados da região e pelo juiz da Vara de Execuções Penais, Roberto do Valle, foi a transferência emergencial de presos para as cadeias de Londrina.
A confusão começou por volta das 18 horas. Os detentos, que normalmente circulam pelos corredores até o toque de recolher, se recusaram a voltar para as celas e começaram a destruir toda a estrutura interna. Pelo menos 30 presos, maioria encapuzados, ocuparam o pátio onde tomavam sol. Eles arrancaram as portas e as usaram como aríete, derrubando grades e paredes, disse o delegado de Rolândia, Valter Helmut, destacando que três celas externas (onde ficavam 25 presos) não foram atingidas.
Pelo menos 40 policiais militares, incluindo soldados da tropa de choque e bombeiros, foram chamados para dar segurança ao prédio e bloquear todo o quarteirão, evitando qualquer possibilidade de fuga. Os presos reivindicavam a transferência imediata de pelo menos 20 condenados mantidos no local. O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Gilson Garrett Algauer, e o juiz da Comarca, Roberto José Ludovico, foram chamados para tentar negociar o fim da manifestação. Foi decidido que seis presos irão diretamente para a PEL (Penitenciária Estadual de Londrina) e oito para a delegacia de Ibiporã, informou Algauer. Possivelmente outros três seriam enviados a Arapongas.
O juiz Roberto do Valle confirmou a transferência dos detentos e disse que o excedente seria distribuído em Londrina. Provavelmente os 2º e 4º distritos receberão os presos. Eles devem ficar na cidade até depois do Carnaval, quanto tentaremos encontrar vagas em penitenciárias de Curitiba, informou, lembrando que o sistema penitenciário local (Casa de Custódia e PEL) está lotado.
As negociações seguiram até 21 horas, quando a retirada dos presos começou. Não houve registro de feridos ou manutenção de reféns. A capacidade da delegacia de Rolândia é de 30 encarcerados.


