Presidente novo, não
Presidente novo, não
O que adianta ou tem adiantado a troca de presidentes, se quem manda mesmo no País é o Legislativo, ou seja, os parlamentares? Pequenas coisas até podem acontecer ao comando do presidente, mas na essência tudo deve ser aprovado pelo Legislativo. Não foi assim - para ilustrar - com a reforma trabalhista? Então, enquanto não houver mudanças no Legislativo, a mesmice vai continuar. Estou dizendo isso porque saiu na imprensa que 90% do Legislativo atual é composto por candidatos à reeleição, e os outros 10% têm algum parentesco com os velhos políticos que lá estão. Nesse regime político, presidente para se impor só tem um caminho: a distribuição de cargos e outras benesses, visando, é claro, o interesse da classe e não do País, como temos visto, envergonhados, principalmente nos últimos governos. Temos como mudar isso? Temos, sim, votando em gente nova, ou mantendo somente os decentes por lá. Mas para isso novamente precisaríamos dos "velhos" que lá estão, para mudar a legislação eleitoral, pois a desigualdade para se fazer uma campanha política é imensa entre os já detentores de cargos políticos e os novos candidatos. Então, o que fazer para quebrar essa corrente?
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) - Londrina
Judiciário
Enquanto a Constituição Federal define que todos são iguais perante a lei, o STF, a mais alta estância do Poder Judiciário brasileiro, aprova para os seus ministros um aumento salarial para 2019 de 16,38% sobre o salário de R$ 33.773, enquanto o salário mínimo dos trabalhadores brasileiros passou de R$ 937 em 2017 para R$ 954 em 2018. Essa aprovação com certeza será confirmada pelo Senado e pela Câmara Federal, que serão automaticamente beneficiados por essa "esperteza" do STF, que tem se desmoralizado rotineiramente pelas atitudes e decisões tomadas pela maioria dos seus ministros.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Correção
Na edição do Folha Gente (12 e 13/08), página 2, as legendas José Vilas Boas, Manoel e Regina Alves Nunes e Vécio Lúcio de Oliveira; e Renata, Arthur e Maicon Janegitz foram trocadas
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