Presidente Lula: dores de cabeça e conquistas em 2024
Os desafios do presidente, neste final de ano, vão além do sangramento grave numa das regiões mais sensiveis do corpo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de dezembro de 2024
Os desafios do presidente, neste final de ano, vão além do sangramento grave numa das regiões mais sensiveis do corpo
EQUIPE DA FOLHA 
Quem viu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na saída do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no último domingo (15), percebeu a disposição rara de um homem que acabara de passar por uma cirurgia intracraniana para remoção de um coágulo, o que demandou seis dias de internamento.
De blaser azul e chapéu para proteger os curativos, ele saiu do hospital como quem tinha vencido uma batalha. O médico cardiologista Roberto Kalil foi categórico quando informou em entrevista coletiva que "havia o risco de acontecer o pior."
Mas os desafios do presidente, neste final de ano, vão além do sangramento grave numa das regiões mais sensíveis do corpo.
Depois de fazer novos exames em São Paulo, Lula já estará de volta a Brasília na sexta-feira (20) para uma reunião de final de ano com os ministros. Mas nem tudo são brindes.
Na mesa haverá pautas que já deram o que falar, como aspectos da reforma tributária, que deverá voltar ao Congresso depois de passar pelo Senado para votação, por exemplo, do IVA - Imposto Sobre Valor Agregado - que coloca o Brasil com a maior alíquota do planeta, de 28,55%, índice que supera o da Hungria, país que atualmente lidera este tipo de cobrança com 27%.
O aumento do salário mínimo vinculado à Previdência, defendido pelo governo, também tem sido motivo de críticas, por parte de alguns, e elogios por parte de quem defende a medida para acompanhar a inflação, ao mesmo tempo que favorece o aquecimento da economia.
Há ainda uma discussão sobre a elevação de juros para 12,25 % pelo Banco Central, divulgada na última quarta-feira (11), que já deu o que falar. A soma de tudo mostra que as dores de cabeça estão longe de terminar, apesar do presidente recuperar a saúde.
Na contrapartida, há aspectos da economia brasileira que vão bem e devem aliviar as dores mais que um potente analgésico. Entre esses fatores estão a redução do desemprego em 6,2%, o menor índice dos últimos anos, e o crescimento do PIB para além do esperado, a previsão é de 3,4%, o que dá esperança de um 2025 melhor para os brasileiros, incluindo-se aí os mais pobres que dependem de emprego, salário e Previdência.
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