A visita do presidente do BNDES, Luiz Carlos Mendonça de Barros, ontem a Londrina, a pretexto de uma vistoria à Santa Casa de Londrina, pode ter dado um ‘‘empurrãozinho’’ à campanha do candidato Luiz Carlos Hauly (PSDB). A avaliação foi feita pelo próprio presidente do BNDES. ‘‘O Hauly é muito amigo nosso e gostamos muito dele. Acho que podemos dar um empurrãozinho à campanha. Mal não vai fazer’’, brincou Mendonça de Barros.
Ele esteve em Londrina a convite da diretoria da Santa Casa, mas os contatos foram articulados pelo candidato. Depois de visitar o hospital, Mendonça de Barros participou da solenidade de assinatura do convênio entre o município e os hospitais Evangélico e Santa Casa, no gabinete do prefeito Luiz Eduardo Cheida. O convênio prevê repasse mensal de R$ 106 mil para investimentos na melhoria dos serviços do hospital, contratação de médicos plantonistas para pronto-socorro pediátrico e tratamento neonatal (ler reportagem no caderno Londrina).
Hauly discursou durante a solenidade e disse que ‘‘Londrina pode e deve receber muitos investimentos do banco, o maior do Brasil e e um dos maiores do mundo.’’ Ele voltou a insistir na ‘‘competição desigual’’ entre o Norte e o Sul do Estado e da falta de atenção do governo do Estado a Londrina. ‘‘Precisamos de seu apoio’’, pediu ao presidente do BNDES.
Em seu discurso, Mendonça de Barros deu mostras de que o município pode ser contemplado com financiamentos. Em pelo menos duas ocasiões ele elogiou a ‘‘organização de Londrina’’ e citou nominalmente o prefeito Luiz Eduardo Cheida. Ele lembrou dos projetos apresentados pelo prefeito ao banco - venda das ações do Sercomtel S.A., que deverá ser coordenada pelo BNDES e financiamento para desapropriação de uam área de 400 alqueires na zona Norte para a criação da Cidade Industrial de Londrina.
Mendonça de Barros iria discutir os dois assuntos com o prefeito no final da solenidade. O presidente do Banco adiantou que não haverá problema para a venda das ações do Sercomtel. ‘‘O setor (telefonia) é demandado’’, argumentou, acrescentando que a venda será ‘‘um altíssimo negócio para a prefeitura.’’ Hauly participou da reunião.

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