Preservação da água
Apesar da divulgação exaustiva da necessidade de preservação do meio ambiente, a consciência ecológica é algo que vai demorar a estar presente na população. Estudo divulgado pela Fundação SOS Mata Atlântica aponta que nenhum rio, de um total de 49 avaliados de 11 Estados brasileiros, apresenta classificação boa ou ótima. Do Paraná foram monitorados seis rios, dos quais cinco obtiveram ''regular'', enquanto um deles foi enquadrado como ''ruim''. Dos 49 corpos d'água, 75,5% foram classificados como ''regular'' e 24,5% no nível ''ruim''.
As avaliações conferem a qualidade dos rios, córregos, lagos e outros corpos d'água das cidades conforme o Índice de Qualidade da Água, padrão definido por resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). São avaliados 14 parâmetros físico-químicos, biológicos e de percepção do coletor.
As análises são feitas há quase três anos e, segundo a Fundação, não foram detectadas mudanças na qualidade das águas. Diante deste fato, deve-se ressaltar que é urgente a necessidade do desenvolvimento de projetos que melhorem a qualidade dos rios e de conscientização da população sobre a necessidade de preservação ambiental. Além disso, é também uma questão de cidadania e, por isso, a prática da preservação e dos cuidados com a natureza deve estar arraigada na sociedade.
A água é um dos mais importantes recursos naturais, fundamental à sobrevivência dos seres vivos. É considerada fonte estratégica, esgotável e propulsora do desenvolvimento. O Brasil é um dos países que mais conta com reservatórios de água doce e, por isso, é de fundamental importância a sua preservação. No entanto, com um histórico apenas de uso desde o período da colonização, é difícil implantar tão rapidamente uma nova cultura. Apenas na Constituição de 1988 ficou definida a participação da sociedade civil na gestão dos recursos naturais, especialmente na gestão das águas, para nortear as políticas públicas. O primeiro projeto de lei que tratava da Política Nacional de Recursos Hídricos foi encaminhado ao Congresso apenas em 1991. Agora, é preciso implementar políticas de preservação para difundam a cultura da conscientização e da preservação.





