Preparado para enfrentar a crise
Análises de economistas indicam que o Brasil está preparado para a enfrentar a crise econômica mundial. O papel brasileiro na economia global mudou. Décadas atrás, o País não tinha condições de reagir a qualquer cenário adverso e era severamente atingido. Agora, ainda que sobrem respingos, o mercado interno está preparado para reagir. Projeções de economistas confirmam esse quadro.
Em um debate promovido nesta semana pelo Conselho Regional de Economia do Paraná foram levantadas algumas estimativas. A primeira delas é que a economia nacional deverá crescer até 3,5% no próximo ano. É claro que não é o índice ideal mas, ao menos, não há indicativos de uma recessão. Outro fator positivo avaliado é que a inflação deverá ser menor do que a registrada neste ano. A projeção é de um índice de 5,5%, ante uma estimativa de que o porcentual feche na casa dos 7% em 2011. Já a taxa básica de juros deve permanecer na casa dos 10% ao mês.
Esses índices devem ser sustentados pela geração de empregos, que deve continuar em alta. Este efetivamente é um indicador de desenvolvimento econômico. O Brasil carece de infraestrutura básica, o que vem sendo intensificado pela realização da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016. As obras necessárias não são apenas estádios e arenas esportivas, mas rodovias, metrôs e prédios para abrigar atletas e turistas. O Programa de Aceleração do Crescimento também prevê inúmeros investimentos, além da exploração do pré-sal. Será necessário mão de obra capacitada.
De certa forma, o cenário indica que o governo federal tem conseguido fazer a tarefa de casa na política econômica. A relação deficit público/Produto Interno Bruto é de 2,5%, índice melhor do que o registrado por Portugal (5,87%) e Grécia (7,98%), por exemplo, países até então tidos como desenvolvidos. Além disso, as políticas de incentivo à economia interna foram bastante positivas, como os benefícios à indústria automobilística e à construção civil. Mudanças nas regras de financiamento e do acesso ao crédito contribuíram sobremaneira para aquecer o mercado interno.
No entanto, se o governo acertou ao estimular a indústria nacional, continua pecando ao gastar excessivamente. É preciso implantar uma gestão mais eficiente e moderna que vise, de fato, o bem-estar da população.





