Prejuízo com a seca já é de R$ 632 milhões no RS
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2002
Agência Estado 
Porto Alegre - Cerca 150 mil famílias de espalhadas por quase todas as regiões do Rio Grande do Sul enfrentam o drama da seca. A quebra na safra de milho chega a 20,3%, na de soja é de 15,3%, na de arroz 1,3% e na de feijão 25,2%, com prejuízos que totalizam R$ 632 milhões, conforme cálculo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).
Em todo o Estado há uma redução substancial na entrega de leite, que chega a 40% nas zonas mais afetadas pela estiagem, segundo estimativa da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag). O otimismo dos produtores, que previam colher 16,7 milhões de toneladas, vem murchando desde o início de dezembro, quando ocorreu a última chuva em todo o território gaúcho.
A Secretaria da Agricultura admite a perda de 2,063 milhões de toneladas de grãos, uma redução de 12,4% em relação à expectativa inicial. Este percentual está consolidado e não vai mudar, mesmo que a esperada chuva chegue nos próximos dias e permita o replantio do milho em algumas regiões e revigore as plantações de soja.
Individualizadas, as contas dos agricultores das regiões mais atingidas, como a central, o Médio Alto Uruguai e as Missões, onde está a maioria dos 167 municípios que decretaram estado de emergência, são bem piores que as estatísticas oficiais, que incluem aqueles que escaparam da estiagem. A altura da soja semeada na região deveria ter mais de um metro, mas não passa de 30 centímetros, segundo o técnico rural José Geraldo Ozelame, da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro).


