Preferência pelo Norte do Paraná
A infra-estrutura instalada da região metropolitana de Londrina foi fundamental para que se instalasse na região a indústria alemã Hexal, que produz medicamentos e que será inaugurada hoje. Dois anos atrás, depois de pesquisas em várias cidades do Brasil, foi em terreno do município de Cambé (distante 13 quilômetros do centro de Londrina) que a grande indústria resolveu implantar-se e transferir de São Paulo para a nova unidade a sua sede central brasileira. São R$ 120 milhões em investimento, 32 mil metros quadrados de construção, em área de 300 mil m2, o que possibilitará expansões futuras, 550 empregos diretos inicialmente e mais de mil indiretos, 4 milhões de caixas de medicamentos/mês, genéricos e convencionais. Um ponto importante da preferência da Hexal pelo Paraná, e especialmente a região norte, é a indução para a possibilidade da vinda para cá, doravante, de outros empreendimentos alemães e europeus no geral. Este, aliás, foi um propósito manifestado quando da recente vinda a Londrina e Rolândia do secretário da Fazenda da República Federal da Alemanha, Caio Koch-Weser, o que motivou a criação de comissão para instalar uma agência regional de desenvolvimento com a finalidade de atrair investidores para o Norte do Paraná. Pessoas de vários Estados que estão se habilitando a trabalhar na Hexal revelam que um dos atrativos para a eventualidade de mudar-se para esta região é a qualidade de vida, que tem na estrutura de Londrina o foco central. Destacam-se suas facilidades de transporte aéreo e rodoviário para os grandes centros, a capacidade hoteleira e serviços afins, as instituições educacionais e os eventos culturais, os serviços médicos e hospitalares e a boa acolhida da população regional, cujos antepassados recentes são oriundos de todos os Estados do Brasil e de diversos países do mundo, e por essa razão mais receptivos aos que chegam de fora. A importância dessa inauguração traz o governador Roberto Requião, o ministro da Fazenda, Antonio Palloci, e os dois diretores-proprietários do grupo Hexal que tem fábricas em vários países do mundo Thomas Strungmann e Andreas Strungmann, assim como outros altos executivos da empresa. O evento é de relevância, pelo volume da fábrica e sua capacidade instalada de produção, pela movimentação de capital regional com a implantação dos blocos de edifícios, empregos que passa a proporcionar, geração de tributos e poder de atração que a Hexal terá no estímulo a outros potenciais investidores.





