Prefeito de Londrina deve pensar também na região
São genéricas e quase idênticas as propostas de Antonio Belinati e Luiz Carlos Hauly para administrar Londrina. Nada específico, mas eles sabem quais são as prioridades desta cidade que já ultrapassa os 500 mil habitantes e é pólo regional, com influência em grande número de municípios circunvizinhos e abrangendo inclusive algumas localidades do Estado de São Paulo próximas da fronteira. O prefeito que comandar Londrina sabe que seus atos resultarão em melhorias infra-estruturais que servem a muitos, em toda a região, ou em estagnação ou retrocesso, gerando perdas na mesma proporção.
Segunda mais importante cidade paranaense e localizada no extremo oposto da Capital - por isso geográficamente distante - Londrina tem o poder estratégico de um mini governo estadual. Quem tomar assento na Prefeitura sabe que o alcance de suas decisões e comportamentos, assim como a implantação de obras, serão de interesse de vasta população norte-paranaense. Porque, no limite que divide a respectiva influência que tem Maringá em sua área, serviços relevantes são buscados em Londrina por uma população superior a 2 milhões de habitantes.
É o caso das universidades, dos atendimentos médicos e hospitalares mais delicados, de abastecimentos diversos e consultorias, do aeroporto e outras instalações infra-estruturais não disponíveis nas pequenas comunidades. Em quase todos os pontos é importante para o interesse regional o que o poder público e o empreendedorismo privado em Londrina decidirem. Se o marasmo se implantar, muitos perdem em qualidade de atendimento. Diferente, por exemplo, de Ponta Grossa (a outra cidade em que haverá segundo turno), porque por estar próxima de Curitiba e ligada por rápida ligação rodoviária, pode dividir atendimentos, sem grande problemas de saturação. A cidade sulista, por exemplo, nem precisou investir num grande aeroporto, porque utiliza-se do de São José dos Pinhais. Cite-se como exemplo de sufoco, em Londrina, o que ocorre no Hospital Universitário, sempre superlotado.
No que diz respeito ao poder público, a próxima administração municipal terá de cuidar dos problemas do varejo - que são os de saúde, educação, segurança, habitação - e também de obras de maior alcance e que irão servir também a uma macro região, no agora e no futuro.





