São Paulo - Os preços dos remédios tiveram aumento de até 300% durante o Plano Real, entre 1994 e 2002, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos (Idum). Esse percentual é bem maior que a inflação calculada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que entre julho de 1994 e abril 2002, acumulou alta de 117,3143%.
De acordo com a pesquisa, o aumento médio dos medicamentos foi de 132,83%, mas em vários itens a variação chegou a 300%. A pesquisa verificou a elevação no preço de aproximadamente 6 mil medicamentos e destacou os 300 mais vendidos. Segundo o instituto, os aumentos mais significativos aconteceram exatamente no grupo dos medicamentos mais utilizados, que representam 85% dos remédios consumidos no País. Para este grupo, a elevação média dos preços foi de 132,83%, havendo casos em que o aumento foi de 366,37%.
A pesquisa cita o exemplo do remédio Melhoral Infantil, que em julho de 1994 custava R$ 4,49 e hoje é vendido por R$ 20,94. Ou seja: teve aumento de 366%. O Rivotril, um anticonvulsivante do laboratório Roche, saltou de R$ 1,67 para R$ 7,74, registrando um aumento 363,47%. Outro medicamente de grande consumo, o Gardenal, teve um reajuste de 282,95% no período. O antidepressivo Dormonid, também do laboratório Roche, custava R$ 10,6 em julho de 1994 e, em abril de 2002, era vendido a R$ 34,80 – uma alta de 228,30%.
A pesquisa destaca, no entanto, que a ampliação da venda de produtos genéricos ajudou a conter os preços dos medicamentos no ano passado.

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