O preconceito, seja de cor, raça, religião ou qualquer outro tipo deve ser continuamente combatido. Não só na teoria, em palavras escritas ou em belos discursos. O preconceito não nasce sozinho. É criado e alimentado pela própria sociedade.
Reportagem publicado hoje mostra o quanto uma idéia preconcebida pode afetar a vida de muitos. Pessoas que decidiram tatuar o corpo e que não se discuta as razões para isto hoje enfrentam dificuldades para conseguir um posto de trabalho. Sofrem literalmente na pele discriminação.
Gerentes e donos de empresas justificam devolvendo a batata quente para a sociedade: ``É ela quem faz as regras do mercado``, dizem. Alguns tatuados admitem a derrota e tentam a redenção com cirurgias corretivas. Outros insistem na batalha e procuram alternativas sociais.
Uma marca, seja ela natural ou artificial, física ou psíquica, externa ou interna, não deve impedir ninguém de conquistar seu espaço. Proibir, negar ou evitar pessoas ou serviços por esta razão é um ato preconceituoso.
A sociedade, tida como a vilã da história, nada mais é do que uma mistura de gerentes, tatuados, jovens, idosos, trabalhadores e desempregados. Ela cria e se consome ao mesmo tempo.
E é por esta razão que não se deve negar o preconceito. O que é preciso é admiti-lo e lutar para evitá-lo. Esta luta, nada fácil, começa em casa, no serviço, nas ruas, em qualquer ambiente.
Mauricio Della Barba

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