Em uma decisão inédita, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu o direito de um casal homossexual adotar uma criança. A decisão da ministra Carmen Lúcia deve beneficiar milhares de casas homoafetivos que ainda lutam na Justiça para conseguir formar uma família. A decisão do STF abre um precedente que deve ser levado em consideração nos próximos processos sobre o mesmo assunto.
O tema é controverso e divide opiniões. No entanto, não se pode negar que se trata de um grande avanço em termos de sociedade. Importante lembrar que a própria Constituição Federal determina que todos os brasileiros são iguais perante a lei e, portanto, não se pode discriminar qualquer grupo da população.
Ainda que muitas pessoas sejam contrárias a esse tipo de adoção, não se pode "fechar os olhos" para uma realidade. Se a Justiça já reconhece a união estável entre pessoas do mesmo sexo é natural que eles queiram formar uma família. Além disso, a adoção não traz nenhum tipo de prejuízo concreto à sociedade. Pelo contrário, trará benefícios às crianças que ganharão um lar. Ninguém pode concordar que crescer em um abrigo seja saudável e não-traumático para um ser humano.
Além disso, é importante que o Estado trabalhe para que o País se torne de fato uma Pátria livre de preconceitos. O caso de um adolescente que morreu essa semana no interior de São Paulo depois de ser brutalmente espancado por colegas de escola apenas por ser filho adotado de um casal de homossexuais não pode mais ocorrer. O garoto era vítima de bullying e a escola afirma que desconhecia o caso. Também impossível acreditar que a maioria dos brasileiros concorda com esse tipo de ocorrência.
A sociedade em geral não pode continuar a fechar os olhos para essa situação. O Brasil precisa se tornar um País mais tolerante. As crianças devem ser ensinadas a respeitar as diferenças e os adultos devem também adotar essa conduta.

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