Precauções das férias de verão
Nesta época de mudança de ano milhões de brasileiros despojam-se das preocupações rotineiras e entregam-se ao lazer das férias, ou no mínimo a um curto período de descanso. Aqueles que vivem ausentes de regiões litorâneas correm para as praias, em busca da energia do mar e do contato com lugares diferentes. Este é, portanto, um tempo também de cuidados especiais, como os mostrados na edição de ontem da ''Folha Verão''. A viagem pelas estradas requer redobrada atenção e é preciso ir devagar para chegar rápido, como ensinam os mais experientes. Porque dirigir em regular velocidade resulta em mais segurança e mais prazer em dirigir, com menos tensão e menos cansaço. A excessiva velocidade é grande causadora de tragédias, e se o viajante já está saindo em viagem de descanso não precisa ter pressa. Uma revisão geral do veículo é condição primeira, sobretudo quanto aos pneus e ao sistema de freios, e o mais é prudência, porque quem dirige numa rodovia é responsável por ele próprio, pelas pessoas que transporta e pelos demais que trafegam na mesma rota. Se, no geral, as estradas já não estão em bom estado muito aquém de padrões de países desenvolvidos é necessário redobrar cuidados. As páginas da ''Folha Verão'' alertam também para os problemas de pele e para a necessidade de prevenção contra o sol, porque é grande o risco de contrair câncer e outros males da epiderme. Aparentemente estas são coisas sem importância, e os jovens são os que mais se descuidam, na euforia para adquirir um bronzeado, indiferentes aos perigos. Todas as precauções, nos momentos de folguedos à beira-mar e nas piscinas, evitarão lamentações futuras. A Organização Mundial da Saúde informa que 130 mil novos casos de câncer de pele ocorrem anualmente, no mundo, resultando também em mortes. A recomendação é utilizar obrigatoriamente o protetor solar, o que ainda não é uma garantia absoluta mas reduz bastante a incidência dos raios ultra-violeta, que são altamente prejudiciais não só à pele mas também aos olhos. Catarata, fotofobia, conjuntivite, pterígio, vista cansada e doença macular relacionada à idade são algumas das consequências. Se o objetivo da ida às praias e aos campos é a busca de saúde pelo exercício físico, pelo ar puro, pela colocação dos pés diretamente no chão, pelo encontro com a natureza e pela eliminação do estresse então não se deve permitir o contrário. O cuidado com as crianças deve ser decuplicado, tanto no que respeita à pele quanto aos olhos, e também elas devem usar óculos escuros, e não os adquiridos em camelôs mas em óticas especializadas. Tudo isto representa custos e um pouco mais de trabalho, mas eles ainda são menores do que os que poderão advir dos descuidos. Os alertas da ''Folha Verão'' vão continuar, e se observados e seguidos serão de grande valia para férias seguras e felizes.





