As cerca de 300 praças espalhadas por Londrina deveriam ser o ponto de encontro entre a comunidade e a natureza, uma área de descanso e de lazer, especialmente para as crianças, e um cartão de visitas para quem chega à cidade. Jardins planejados e bem cuidados, árvores preservadas, e gramados mantidos aparados e sem buracos, as praças deveriam ser, em especial, limpas.
O que se vê, no entanto, é o descaso pelo bem público e, como consequência, a desolação da paisagem e a frustração daqueles que gostariam de usufruir o local com mais frequência.
A praça XV de novembro, que se situa na confluência das ruas Quintino e Sergipe, região central, é um desses exemplos. Quinta-feira de muito sol, três horas da tarde, e a praça está vazia. A impressão é de sujeira e de abandono. Os taxistas que trabalham no ponto da praça contam que dos dois banheiros ali instalados apenas um está funcionando e a limpeza é precária. O resto é o que se vê, uma área, reservada para as crianças, que parece não ter manutenção há muito tempo, nada de jardins e flores, gramados mal cuidados e algumas árvores. As mais novas delas, segundo o taxista Wellinton Antônio da Silva, foram plantadas pelo grupo e pelos donos de quiosques de revistas e jornais, situados nas imediações.
A praça Dom Pedro II, que fica na Avenida Tiradentes, esquina com a Maringá, é outro exemplo de desolação. O comerciante Edson Wefort explica que, por sua localização, a praça é ponto de parada de visitantes que querem informações sobre caminhos a seguir dentro da cidade. Não deve causar boa impressão esse primeiro contato, já que, como comentam Ana Maria Passarella, outra comerciante local, e sua filha Aline, a manutenção da praça – retirada de lixo e corte de grama, especialmente – é precária. À noite, segundo elas, a situação se agrava, pois a maior parte da iluminação não funciona.
Há algum tempo, elas relatam, existiam benfeitorias na praça, como um laguinho e banheiros. A solução encontrada pelas autoridades, quando começaram a surgir problemas devido à falta de manutenção, foi derrubar tudo. E não construir nada no lugar.
A diretora de Operações e Transporte da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU), empresa responsável pela manutenção das praças, Rosimeiri Suzuki Lima, explica que, em geral, a cada 30 dias, os serviços de manutenção são feitos nas praças da cidade. Para isso são utilizadas três empresas terceirizadas e equipe própria, totalizando 120 pessoas. Ao que tudo indica, no entanto, é uma equipe pequena para o trabalho. Na semana passada foi publicado edital para contratação de mão-de-obra destinada à manutenção de áreas públicas.

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