EDITORIAL -

PR cria restrições mais rígidas contra a pandemia


Equipe FOLHA
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O governador do Paraná, Ratinho Junior, decretou medidas mais rigorosas de isolamento social a partir desta quarta-feira (1) em sete regiões do estado: Cianorte, Cornélio Procópio, Londrina, Foz do Iguaçu, Toledo, Cascavel, Curitiba e Região Metropolitana. As medidas, com duração de 14 dias, são para tentar impedir o aumento da Covid-19 que bateu recordes de contaminação no estado nesta terça-feira (30): em único dia somaram-se mais 1.536 casos e 36 mortes.


As medidas de prevenção devem ser adotadas pelas regionais de Saúde destes municípios e seu não cumprimento deverá gerar multas e até a cassação de alvarás. As determinações envolvem sobretudo o setor do comércio e o transporte coletivo de passageiros. Também estão suspensas reuniões comerciais ou privadas,  que devem ser feitas de forma virtual, e haverá barreiras sanitárias para controle do acesso de pessoas às regiões em quarentena, dentre outras medidas.




Os procedimentos devem estimular a população a aderir de forma mais efetiva ao isolamento social, tendo em vista o crescimento assustador de casos e mortes por Covid que colocam o Brasil, atualmente, como um dos epicentros da doença no mundo, juntamente com os Estados Unidos.


Até às 13 horas de terça-feira, foram registrados quase 59 mil mortes por covid-19 no País e mais de 1,3 milhão de casos, segundo o consórcio de veículos de comunicação que têm feito os levantamentos diariamente junto às secretarias estaduais de Saúde.


Após pouco mais de três meses de pandemia, o isolamento social é ainda um dos poucos meios efetivos para se conter o avanço da doença. Por isso, os governos avançam e recuam em quarentenas mais ou menos rigorosas, enquanto no mundo ainda se debatem medidas definitivas como uma vacina que possa garantir à população mundial sair do quadro que já causou milhares de mortes.


Dia após dia, cientistas de todo mundo informam sobre as possibilidades de criação de uma vacina que possa conter a contaminação em massa. O Brasil, através do Instituto Fiocruz, fez uma parceria com a Universidade de Oxford para pesquisa conjunta na tentativa de se obter uma vacina que controle a epidemia já considerada a pior do século 21.

A Covid-19 não cessa de surpreender cientistas que se debruçam sobre as mutações do vírus e alguns enigmas. Acaba de ser anunciado que em Guarapuava (PR) está sendo realizado um estudo genético pioneiro na América Latina. O estudo realizado pelo IPEC (Instituto Para Pesquisa do Câncer) pretende mapear o DNA de pacientes para responder a perguntas que intrigam os cientistas como o fato de um número expressivo de jovens , sem histórico de comorbidades, ter morrido pela contaminação do coronavírus, enquanto idosos, potencialmente considerados grupos de risco, sobreviveram.


Um estudo recente publicado na revista Nature, uma das mais respeitadas do mundo, mostra que os seres humanos não têm resistência ao vírus causador da Covid-19. Segundo este estudo, em apenas três meses após o contágio os anticorpos do organismo já não reconhecem o vírus, sobretudo nos casos menos graves.


O isolamento social ainda é uma das poucas armas que as comunidades têm para enfrentar a pandemia. Não vamos nos esquecer disso, aceitando com compreensão os momentos em que os governos pedem cautela. Embora também seja justa a reivindicação de entidades como a Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) de cobrar um esclarecimento detalhado dos critérios adotados pelo governo estadual para incluir Londrina no decreto que entra em vigor nesta quarta. 

É mais um momento bastante complicado e uma nova etapa da travessia num momento grave da pandemia no Paraná e em outros estados. 




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