Neste momento em que o início da construção da usina de Itaipu completa 40 anos, a Folha de Londrina traz um panorama dos projetos paranaenses para produção de energia elétrica com foco nas energias renováveis - aquelas produzidas a partir de fontes que não se esgotam, como é o caso da eólica, hidráulica, solar e da energia obtida por meio da biomassa. Alvo de polêmicas desde que sua construção começou a ser discutida entre Brasil e Paraguai, na segunda metade da década de 1960, a nossa hidrelétrica gigante se tornou uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Mas toda a sua grandeza não afasta do País o fantasma do apagão elétrico, principalmente quando falta chuva para encher os reservatórios.
A boa notícia, apresentada pela FOLHA, hoje, é o conjunto de experiências que entidades paranaenses realizam com sucesso no campo das energias renováveis. A própria Itaipu Binacional procura orientar projetos nesse sentido. Entre essas iniciativas está o desenvolvimento de um condomínio de agroenergia para agricultura familiar na região Oeste.
O Sistema Ocepar, que representa as cooperativas, também pesquisa novas fontes de energia e um estudo realizado pela entidade estima produção de até 305 milhões de metros cúbicos de biogás ao ano a partir dos dejetos da atividade pecuária e das agroindústrias das cooperativas paranaenses.
Quanto à eólica, novas experiências estão em andamento pela Copel na cidade de Palmas. Entre as formas alternativas, a energia pelo vento é uma das mais conhecidas e discutidas pela sociedade. Especialistas nacionais e internacionais apontam a eólica como uma das mais promissoras no Brasil. O problema é que geralmente essa discussão ganha fôlego em épocas de estiagem. Quando os reservatórios das hidrelétricas voltam aos níveis normais, o tema perde força.
O desenvolvimento da produção das chamadas "energias limpas" não acontece a curto prazo e especialistas apontam que depois da descoberta do pré-sal, os investimentos em formas alternativas ficaram em segundo plano. Não se discute a importância da descoberta de novas reservas de petróleo, mas vale lembrar que esse combustível fóssil não se renova. Por isso, investir em outros tipos de geração de energia significa melhorar a competitividade do País e buscar o desenvolvimento econômico e social sustentável.

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